(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Apesar da rivalidade comercial, Bill Gates e Steve Jobs se aproximaram mais um do outro no final da vida do ex-CEO da Apple. A revelação foi feita pelo próprio fundador da Microsoft, em entrevista ao jornal The Telegraph. Segundo ele, além de conversas informais, Gates teria enviado a Jobs uma carta, na qual falava sobre as conquistas, família e filhos.

“Soube que ele mantinha a carta por perto, ao lado da sua cama”, destacou Bill Gates. O aspecto mais reflexivo do milionário de forma alguma é um julgamento do estilo de vida de Jobs. A despeito das comparações que são feitas com frequência, apontando um certo egoísmo por parte do fundador da Apple, Gates é taxativo em defendê-lo.

“A tarefa de doar o seu dinheiro deve ser voluntária, não obrigatória”, explica. “Eu poderia hoje ter mais dinheiro do que qualquer outra pessoa, mas me sinto bem compartilhando a fortuna que ganhei com causas que julgo serem importantes”, argumenta. “Gostaria que até o final da minha vida conseguíssemos erradicar o número de mortes desnecessárias no mundo”, completa.

Além disso, Gates afirma que não está apenas doando dinheiro para ficar com a consciência tranquila. Ele também procura ir até os lugares que são beneficiados pelos seus investimentos, para ver se as quantias doadas estão sendo gastas de maneira correta.

Na tarde de ontem (27), no Fórum de Davos, Bill Gates anunciou a doação de US$ 750 milhões para o Fundo Global, que visa ajudar países pobres na luta contra a AIDS, a malária e a tuberculose. Criado em 2002, o Fundo Global, uma associação público-privada à qual Gates já doou US$ 650 milhões ao longo de anos, financiou programas de prevenção e tratamentos em 150 países.

No total, os investimentos proporcionaram tratamentos antirretrovirais a 3,3 milhões de pessoas — cada tratamento custa US$ 300 por ano por pessoa — e cuidados contra a tuberculose a outras 8,2 milhões de vidas.

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