Principalmente por causa dos esforços massivos da Google nesse tipo de projeto, os carros autônomos têm chamados bastante atenção das fabricantes, do mercado automotivo e dos consumidores. Mas não é só a gigante das buscas que está investindo nesses veículos, já que há um bom tempo a Audi vem trabalhando no seu RS 7, que recentemente bateu a marca de 220 km/h na pista de testes da montadora. Porém, como será a experiência de ser guiado pelo piloto automático desse veículo? O jornalista Aaron Souppouris deu uma volta de carona e contou como foi.

Primeiramente, é importante dizer que o Audi RS 7 parte de um conceito bastante diferente do “Self-Driving Car” da Google. Enquanto o simpático carro da companhia de Larry Page e Sergey Brin é tratado como simplesmente um modo de transporte útil, seguro e eficaz para a população, o possante da montadora alemã não deixa espaço para dúvidas: é um carro esportivo, bonito e rápido, feito sob medida para quem gosta de dirigir – e não abre mão disso.

Para comparar a qualidade de “autodireção” do RS 7, Aaron foi colocado inicialmente em uma unidade do veículo conduzida por um piloto da empresa, calejado no trajeto e com habilidade bastante avançada atrás do volante. Ele conta que “ainda que o motorista não tenha levado o carro ao seu limite, a volta foi rápida o bastante”. A pista tem um trajeto bastante variado, incluindo todo tipo de curvas, subidas e descidas para colocar o automóvel à prova.

A corrida seguinte foi com um dos pilotos virtuais – chamados de AJ e Bobby, cada um com a sua própria personalidade – tomando o controle do passeio. O comentário feito é de que a volta com a condução automática do RS 7 pareceu mais suave, mas sem passar uma sensação de direção robótica, com o carro dando derrapadas na saída das curvas antes de retomar o percurso correto – causando as expressões engraçadas do passageiro, registradas no vídeo mais acima.

Outro caminho para os veículos autônomos

A ideia da Audi realmente não é colocar no mercado um automóvel que seja guiado de modo completamente automático, mesmo que a tecnologia utilizada em seu interior seja capaz disso. “Nós não queremos um carro que seja apenas um dispositivo que leve você do ponto A para o ponto B; queremos que você o ame, então, precisamos criar coisas para que as pessoas amem”, explica Thomas Müller, um dos líderes do projeto na empresa.

Além da cutucada “de leve” na empreitada da Google, Müller afirma que a companhia não pode, de modo algum, tirar o prazer dos consumidores em dirigir. A tecnologia empregada no RS 7 serve mais como uma ajuda ao condutor, assumindo o comando do possante quando se está em um engarrafamento ou naquela longa e entediante estrada. Tomar essa postura mais assistiva também deve fazer com que a Audi não encontre muitos problemas para ter o veículo aprovado pelas leis de trânsito norte-americanas.

Ainda não há como dizer qual é o trajeto correto a ser tomado pelos carros desse tipo – e nem se há uma escolha certa –, mas é interessante se deparar com visões diferentes sobre o conceito. Apesar disso, quem aí sairia tranquilo após uma corridinha dentro de um RS7? Deixe sua opinião nos comentários.

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