A Audi já deu um indício forte de que pretende entrar com tudo no mercado dos carros elétricos e melhorar ainda mais os híbridos que já existem. A montadora alemã está trabalhando no desenvolvimento de um sistema de suspensão que converte a energia cinética gerada pelo trabalho dos amortecedores em eletricidade.

O funcionamento da tecnologia, batizada com o duvidoso nome de “eROT”, é bem simples: quando os amortecedores... Bem, amortecem as imperfeições da pista, eles geram energia cinética, que geralmente é perdida na forma de calor. O que a Audi pretende fazer é armazenar isso para que os carros elétricos ganhem ainda mais autonomia.

No caso específico do eROT, um braço de suspensão vai absorver os movimentos do chassi e, através de uma série de engrenagens, vai transmitir tudo para um motor elétrico. Este, por sua vez, vai enviar a energia para um alternador de 48 volts.

A quantidade de eletricidade gerada vai depender de quão ruim a superfície é. Os testes da montadora revelaram que a média é entre 100 e 150 watts, desde os míseros 3 watts nas maravilhosas e perfeitamente pavimentadas autobahns até 613 watts em rodovias secundárias.

De imediato, a adoção dos amortecedores vai acontecer em modelos da Audi que já são baseados em tecnologia híbrida, como é o caso da SQ7 e o A3 e-tron. Vale apontar também que, além de gerar energia, o sistema poderá aumentar a precisão dos ajustes de suspensão. “Com o eROT, a Audi poderá configurar a compressão da peça para que ela seja mais macia, sem comprometer o retorno”, explica a empresa.

De quebra, você também ganha mais espaço no porta-malas, já que os tradicionais amortecedores telescópicos são eliminados.

Muito bacana, mas não é bem uma novidade

Apesar de geniosa, a ideia não é uma novidade, já que em duas outras ocasiões já apareceram outras iniciativas muito parecidas. Em 2013, a ZF Friedrichshafen, em parceria com a norte-americana Levant Power, divulgou um vídeo sobre sua suspensão ativa GenShock.

Depois, no fim do ano passado, foi a vez de Lei Zuo, um professor da Universidade Stony Brook, mostrar um amortecedor que funciona com base no mesmo exato princípio: fazer você querer andar por ruas esburacadas para recarregar as baterias do seu carro elétrico.

No entanto, a entrada da Audi na iniciativa de desenvolvimento pode dar muita força para que, finalmente, a tecnologia chegue de vez aos veículos elétricos do futuro.

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