A história é de 2010, e Mikko Hypponen, especialista em sistemas de segurança, relembrou o ocorrido durante a conferência Black Hat, evento realizado entre os dias 02 e 07 deste mês em Las Vegas (EUA). O cenário é uma usina nuclear. No meio da noite, os alto-falantes da edificação são acionados: o clássico Thunderstruck da banda australiana AC/DC começa a tocar (clipe acima).

Pode parecer piada, mas o evento de fato aconteceu. Na época, os computadores de uma usina nuclear do Irã começaram a executar a trilha. Ninguém sabia o que fazer; a trilha tocou em volume máximo por instantes, parou e deixou os técnicos embaraçados.

Uma série de emails foi recebida pelo expert em segurança – as mensagens, enviadas pela Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), teriam avisado Hypponen sobre o ataque. “Estou escrevendo para informá-lo que nosso programa nuclear foi mais uma vez atacado por um vírus que encerraram nossa rede de automação em Natanz e Fordo, outra instalação perto de Qom. A rede de hardware Siemens foi desligada. Houve também algumas músicas tocando aleatoriamente em estações de trabalho durante o meio da noite com o volume no máximo”, dizia o email.

“Então, talvez, isto tenha mostrado aos empregados da organização que o departamento de TI não pode oferecer proteção. Se o seu computador toca AC/DC, você sabe que algo está acontecendo e todo o seu departamento técnico fica bobo, pois não há como parar o som; eles não podem expurgar o malware”, escreveu Hypponen em seu blog. 

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