A Microsoft está lançando o Windows 10 S, uma versão mais segura do SO e que, segundo a própria empresa, não executa nenhum tipo de ransomware conhecido

O ataque realizado em meados de maio com o ransomware WannaCry deixou o planeta inteiro preocupado com a vulnerabilidade de seus sistemas. Como já foi explicado aqui no TecMundo, o ransomware “sequestra” o computador, impedindo o acesso de seus donos que só é liberado mediante o pagamento de quantias em dinheiro, geralmente na forma de criptomoedas.

As principais vítimas do WannaCry foram versões antigas do sistema operacional Windows que não possuíam atualizações de segurança referentes a esse tipo de ransomware. Juntamente com toda essa história, a Microsoft está lançando o Windows 10 S, uma versão mais segura do SO e que, segundo a própria empresa, não executa nenhum tipo de ransomware conhecido.

Acesso limitado

O Windows 10 S é mais invulnerável a certos tipos de ameaças por instalar apenas aplicativos hospedados na Loja do Windows, ou seja, aplicações de procedência conhecida e que não apresentam risco de contaminação. O problema é que, ao testar o novo sistema da Microsoft, um especialista em segurança conseguiu aplicar nele um ransonware em cerca de três horas.

Você não pode nem acessar o prompt de comando para rodar arquivos, nem acessar ferramentas de script, nem o PowerShell. Nada

O experimento foi feito a pedido da publicação ZDNet com um novo Surface Laptop da Microsoft que contém o Windows 10 S. O especialista Matthew Hickey, também cofundador da Hacker House, uma empresa de cibersegurança, considerou fácil invadir o sistema com um ransomware.

Além de não aceitar software que não seja baixado pela Loja do Windows, o novo sistema operacional da Microsoft não permite a execução de nada que não seja essencial, ou seja, você não pode nem acessar o prompt de comando para rodar arquivos, nem acessar ferramentas de script, nem o PowerShell. Nada.

Driblando o sistema

O melhor que devemos fazer é o de sempre: tomar cuidado com o que acessamos usando o computador

Para burlar o Windows 10 S, Hickey executou um código de maneira que o sistema não o considerasse perigoso usando uma técnica chamada DLL Injection por meio de um arquivo do Microsoft Word cheio de macros. Isso permitiu que ele driblasse as restrições da Loja do Windows.

No fim das contas, o Windows 10 S não é a saída perfeita para a grande quantidade (cada vez maior) de ataques por meio de ransomware. A Microsoft ainda não se pronunciou quanto a esse teste e, por enquanto, o melhor que devemos fazer é o de sempre: tomar cuidado com o que acessamos usando o computador e utilizar um bom software antivírus.

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