Cada vez mais recorrentes, os ataques cibernéticos estão gerando prejuízos que só crescem a cada ano. Segundo um estudo da Cyber Handbook da Marsh & McLennan Companies (MMC), a estimativa é que esse tipo de investida contra as empresas acabe dando origem a perdas de cerca US$ 2,1 trilhões (R$ 6,5 trilhões) a companhias de todo o mundo até 2019. Esse valor consideravelmente alto esperado para os próximos três anos é quase quatro vezes maior do que os reveses sofridos pelo segmento em 2015.

De acordo com dados da MMC, o tema é tão preocupante e visto como uma área de extrema importância para as empresas que as contratações de seguros para proteção contra ataques cibernéticos já soma mais de US$ 2 bilhões (R$ 6,2 bilhões) e pode chegar a US$ 20 bilhões (R$ 62 bilhões) ainda em 2025. Apesar de os EUA continuarem a ser o maior mercado de seguros cibernéticos, com 20% de todas as organizações assinando esse tipo de produto, não é como se as companhias brasileiras não precisassem desse suporte: basta ver o caso recente da XP Investimentos.

Não é só o usuário final que precisa proteger seus dados

Com a ascensão dos ataques de hackers aos sistemas corporativos, alguns setores da economia ficaram mais expostos aos ciberataques nos últimos tempos. A base da carteira de risco cibernético apresentada pela Marsh, indica que as indústrias de manufatura e as de comunicação, mídia e tecnologia tender a ser mais visadas e, por consequência, lideram a contratação do seguro, com respectivamente 63% e 41% das apólices. Confira abaixo quais são as categorias que mais recorrem a essa proteção atualmente:

  • 1) Manufatura: 63%
  • 2) Comunicação, Mídia e Tecnologia: 41%
  • 3) Educação: 37%
  • 4) Atacado e Varejo: 30%
  • 5) Instituições financeiras: 28%
  • 6) Energia: 28%
  • 7) Indústrias: 27%
  • 8) Hospitalidade e Jogos: 15%
  • 9) Serviços: 13%
  • 10) Saúde: 6%

Risco calculado

Com perdas anuais que ficam na cada dos US$ 445 bilhões (R$ 1,4 trilhão) em escala global, não é de se estranhar que uma porcentagem cada vez maior das empresas tenha consciência que o cibercrime e os ataques cibernéticos precisam se freados ou minimizados de alguma maneira. Entre as medidas sugeridas no estudo da MMC para reverter esse cenário estão itens como analisar e quantificar previamente os riscos de ataque e, claro, fazer com que as companhias trabalhem junto a seus funcionários para evitar o uso de engenharia social.

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