Já faz um bom tempo desde que o homem pisou na Lua pela última vez. Como as missões das agências espaciais internacionais têm se concentrado em horizontes cada vez mais longínquos do nosso sistema solar, as chances de isso voltar a acontecer tão cedo são consideravelmente pequenas. Felizmente, isso não significa que vamos ficar sem novidades a respeito do nosso querido satélite natural, já que o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) liberou uma série de imagens que permitem explorar em detalhes o astro sem sair aqui da Terra.

Até que esse material fosse liberado pelo órgão norte-americano, tanto os astrônomos como entusiastas da observação dos céus utilizavam gráficos do fim da década de 1970 para estudar a superfície lunar – mais precisamente, com fotografias feitas em 1979. Disposta a atualizar essas informações cartográficas utilizando uma tecnologia mais atual, a NASA deu início a capturas feitas da órbita da Lua pela Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). A sonda foi lançada em 2009 e vem fazendo cliques do terreno do local desde então.

O resultado de anos de fotos foi a publicação de uma dupla de mapas em alta resolução exibindo tanto um mosaico de fotos do satélite como sua topografia. Quão detalhadas são as imagens? Basta dizer que o arquivo PDF na qualidade máxima de uma das colagens tem cerca de 250 MB, enquanto o segundo passa da casa dos 425 MB. Por conta da definição, é possível conferir elementos como indícios de antigos vulcões, extintos há milhões de anos – e que contrariam as estimativas anteriores de que isso havia ocorrido há bilhões de anos.

“Agora, os observadores podem localizar diversos pontos de interesse, incluindo o local de pouso da Apollo e crateras de impacto específicas. Astrônomos amadores podem comparar esses mapas diretamente com o que eles veem através de seus telescópios”, explicou um trecho do comunicado sobre o projeto na página do USGS. Com US$ 504 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) investidos no LRO, a expectativa é que a missão em torno da Lua dure pelo menos até outubro de 2016 – possibilitando a coleta de mais dados até essa data.

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Quem ficou interessado em desbravar um pouco da superfície lunar pode ficar tranquilo, já que os dois mapas produzidos a partir do material obtido pela sonda da NASA estão disponíveis para download no portal da organização de geologia norte-americana. O site oferece tanto o conteúdo em altíssima resolução como versões menores e mais leves, com cerca de 55 MB de tamanho. Antes de baixar os arquivos, você pode conferir uma prévia dessas imagens na galeria mais acima, que contém screenshots de ambas as versões do projeto.

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