De acordo com a agência de notícias AFP, Thibaud Simphal, executivo-chefe do Uber para a França, e Pierre-Dimitri Gore-Coty, administrador-geral da companhia para a Europa, foram presos nesta segunda-feira, 29 de junho, pela polícia francesa.

Os executivos foram levados em custódia sob a alegação de dois crimes: operar ilegalmente uma empresa de táxi — não recolhendo impostos sobre as corridas e os salários dos motoristas — e também por esconder documentos digitais.

Desde novembro de 2014, a polícia francesa investiga a Uber. Em março deste ano, as forças da lei invadiram os escritórios da companhia em busca de documentos e celulares dos motoristas.

Fica no ar se a prisão tem conexão com os violentos protestos dos taxistas em relação ao aplicativo UberPop — com o qual motoristas podem atender os usuários com seus carros particulares (há uma outra categoria em que os choferes são da própria Uber).

Polêmica em todo o mundo

Segundo a empresa, não há nenhum impedimento legal para que o serviço de transporte funcione na França. No entanto, segundo as leis do país, os motoristas que prestam esse tipo de serviço precisam ter treinamento, licença e seguro. Quem não tiver os requerimentos pode ser preso e ter o carro apreendido.

A França tentou banir o app do país, mas uma decisão da corte de apelações permite que o serviço opere até que ocorra o julgamento final em setembro.

O Uber também causa polêmica no Brasil. Sindicatos dos taxistas alegam concorrência desleal, e um projeto de lei que tramita da Câmara Municipal de São Paulo quer proibir o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos para o transporte remunerado de pessoas.

A ideia recebeu parecer contrário da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia da Câmara e, agora, a Uber pede ajuda aos usuários para que eles entrem em contato com seus vereadores para impedir a votação do projeto de lei.

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