A história do polêmico aplicativo de caronas pagas Uber, que tem histórias envolvendo desde protestos de taxistas a passageiras vítimas de violência sexual, acaba de ganhar mais um capítulo sombrio. Agora, aparentemente, o serviço foi hackeado.

De acordo com o site Motherboard, a ferramenta teve os servidores invadidos em uma data desconhecida, e dados de usuários foram roubados. Porém, o pior é que essas informações pessoais agora são vendidas pelos criminosos em "mercados obscuros da internet" (a página não deixa claro se é ou não a Deep Web).

Um dos comerciantes alega ter milhares de combinações de login e senha — o suficiente para acessar perfis que contêm outros dados, como o endereço da vítima, além da data de validade e os quatro últimos dígitos do cartão de crédito. Cada passe custa de US$ 1 a US$ 5, e a aquisição pode ser feita de forma anônima e imediata.

Uber nega, mas ataque parece verídico

Em um comunicado, a equipe do Uber nega o ataque. "Nós investigamos e não encontramos qualquer evidência de falha. Tentativas de acessar de forma fraudulenta ou vender contas são ilegais, e notificaremos as autoridades sobre tais relatos", diz a mensagem.

Ainda assim, o site Motherboard resolveu tirar a prova real e adquiriu algumas combinações — que se provaram verdadeiras. Uma das contas era de um funcionário de vendas que não usava o app desde 2013, mas que confirmou os dados pessoais expostos.

Vale lembrar que, como muita gente repete as senhas em vários serviços, emails e redes sociais também se tornam vulneráveis. Se você tem uma conta na ferramenta, recomendamos a troca da senha o mais rápido possível.

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