Você já entrou em uma Apple Store de qualquer parte do mundo? Se sim, em quantas dessas vezes saiu de lá com uma sacola na mão? Caso a segunda resposta seja "nenhuma", não se sinta culpado: até mesmo um dos idealizadores das lojas físicas da companhia admite que vender produtos não é o objetivo principal.

Quem revelou isso e muito mais é um antigo vice-presidente sênior de varejo da Apple, Ron Johnson, que conversou durante 50 minutos com um público da School of Business da Universidade de Stanford. No bate-papo, ele relata que foi recrutado por Steve Jobs em 2000 para criar a operação de vendas físicas da Apple. A ideia era achar estabelecimentos próximos de pontos de consumo, onde as pessoas já costumavam andar e fazer compras. Além disso, oferecer acesso à internet, palestras e a ajuda dos aendentes especializados do Genius Bar eram diferenciais em relação a outras lojas de eletrônicos — sem contar a venda de iPods, Macs e outros produtos, claro.

Gastar não é tudo

Mas comprar não é o principal: a ideia é ir às Apple Stores "só por ir", sem precisar levar um produto. Johnson revelou que apenas um em cada 100 visitantes adquirem algo — e que os outros 99 são vistos com a mesma importância, já que eles interagem com o estabelecimento de alguma forma e tornam-se mais fãs da empresa.

A Forbes comparou essa proporção com as finanças atuais da Apple e chegou a um resultado interessante: só 3,95 milhões de visitantes pagaram por algo no ano fiscal de 2013 e o gasto médio foi de US$ 5,1 mil. Esse número leva em conta compras online e de empresas, mas não deixa de ser impressionante.

A ideia pode parecer maluca, mas encaixa-se na filosofia da Apple de formar uma comunidade em torno dos produtos. Você pode conferir a conversa completa de Johnson no vídeo acima (em inglês).

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