Sabe quando você vai levar um eletrônico para a assistência técnica e ouve que o conserto praticamente não vale a pena, sai os olhos da cara ou tem valor parecido com o de um dispositivo novo? O editor-chefe do site Mac Magazine, Rafael Fischmann, relatou uma situação revoltante a respeito de algo que aconteceu com ele mesmo.

Ele precisava substituir uma pequena peça que quebrou do seu MacBook e descobriu que, por conta de todo o custo de manutenção exigido para produtos da marca, o novo componente e a mão de obra não chegavam perto do preço do produto novo, mas totalizavam uma verdadeira "facada".

A história é triste

Rafael tem um MacBook Pro de 15" com tela Retina, um modelo apresentado em 2014 que ele adquiriu no ano seguinte. Logo depois do plano anual de seguro AppleCare expirar (e ele perder o prazo de renovação, sem conseguir adquirir nova proteção), a tecla "S" do teclado começou a falhar, não voltando para a posição original depois de pressionada. Cerca de três dias depois de notar isso pela primeira vez, a peça quebrou definitivamente.

Ao levar em uma loja especializada em um shopping, foi confirmado o defeito no mecanismo da tecla, e a única solução seria substituir a peça. Aí veio a surpresa: como o MacBook Pro é construído de forma a não ser aberto a todo momento para simples alterações, todo o chamado "top case" precisou ser removido. Ele envolve nada menos que toda a carcaça de alumínio que fica em volta do teclado, o teclado em si, o trackpad e a bateria.

O design de fabricação complica a manutenção dos MacBooks

Como o aparelho já não estava mais sob os cuidados do AppleCare, a empresa não cuidaria sem custos da manutenção. O resultado? Algo próximo de R$ 2,1 mil só pelo tal top case, além da mão de obra. O preço é quase 1/4 do valor total pago por Rafael no MacBook Pro. Em testes de sites especializados, como o iFixit, é sempre constatado que aparelhos da Maçã (de smartphones a Macs) são mesmo complicados de serem abertos e reparados por conta do design e do processo de fabricação e montagem.

Solução?

Para não ficar sem trabalhar, Rafael desembolsou R$ 750 em um Magic Keyboard provisório, além de tentar falar com a empresa por vários canais. A Apple negou todas as tentativas de negociação ou ajuda solicitadas —  e ele deixa claro que em momento algum queria que o conserto fosse de graça, mas sim pedia algum respeito a ele (e a todos os outros donos de MacBooks) como consumidor.

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