Juntamente com os novos iPhones, no mês de setembro a Apple também apresentou seus relógios inteligentes para o mercado internacional. Com design bem interessante, ele atraiu a atenção de muitos consumidores, fazendo com que boa parte dos fãs da Apple ficasse bem admirados. Além disso, os clientes de outras empresas também olharam para as possibilidades do Apple Watch com atenção.

Mas será que tudo o que a Apple promete é realmente inovador? Será que o aparelho possui fôlego suficiente para ultrapassar todos os aparelhos que já estão se consolidando no mercado — lembrando que o Apple Watch só vai começar a ser vendido em 2015? Hoje nós vamos apresentar alguns motivos bem contundentes para que possamos pensar que a resposta para isso é uma negativa.

1) Compatibilidade limitada

Você sabia que o aparelho da Apple mais popular a estar presente no mercado brasileiro é o iPhone 4S? Pois ele não será compatível com o Apple Watch, que só funciona com as versões mais recentes do smartphone da fabricante. Essa compatibilidade limitada torna o relógio bem mais exclusivo do que se imaginava — nunca foi cogitada a possibilidade de utilizar o aparelho com celulares Android, é claro.

Comparando esse fator aos modelos vendidos com o sistema operacional Android Wear, podemos citar o fato de que smartphones com Android a partir da versão 4.3 Jelly Bean já terão suporte aos relógios inteligentes. Isso significa que aparelhos de entrada e intermediários — como LG L III, Moto E e vários outros — poderão desfrutar dos recursos presentes nos acessórios.

2) Um dispositivo autônomo? Não desta vez

Em julho deste ano, o cofundador da Apple Steve Wozniak deu uma declaração polêmica, afirmando que o Galaxy Gear da Samsung era inútil por causa da falta de autonomia dos aparelhos. Ele quis dizer que a dependência constante de um smartphone faz com que os aparelhos desse tipo se tornem acessórios pouco úteis, pois deixam de ser inteligentes para se tornarem apenas uma extensão cara dos celulares.

Você talvez concorde com ele. A verdade é que muitos apaixonados por tecnologia concordam com esse tipo de afirmação, pois os smartwatches realmente não conseguem trabalhar sozinhos ainda. E isso vale também para o Apple Watch, que era esperado como um revolucionário aparelho que livraria os consumidores da dependência dos celulares. Não foi desta vez.

3) Preço "padrão Apple"

Costuma-se dizer que os aparelhos da Apple custam mais do que os concorrentes por alguns fatores mercadológicos que vão além dos equipamentos. Aqui no Brasil isso é visto em praticamente todas as linhas de produtos da fabricante e nos Estados Unidos em algumas delas — apesar de os preços dos smartphones da Apple serem bem parecidos com os tops de linha de outras fabricantes no mercado internacional.

E certamente isso será visto também nos smartwatches. Enquanto o Moto 360 chega aos Estados Unidos com o preço sugerido de US$ 259, o LG G Watch chegou ao mercado por US$ 229 e o Gear Live por US$ 199. Ao mesmo tempo, os acessórios produzidos pela Apple vão chegar às lojas por US$ 349. Quase US$ 100 a mais do que os concorrentes mais caros com o sistema Android Wear.

4) Características inovadoras?

Durante a apresentação dos novos relógios da Apple, a fabricante mostrou algumas funcionalidades realmente legais que viriam com o aparelho. O problema é que elas ainda não fazem dele um dispositivo arrasador. As funções que realmente chamam a atenção já estavam presentes em outros concorrentes, como os recursos fitness e o controle dos smartphones a partir do pulso.

Outro que fez com que muitos ficassem empolgados é o sistema de gestos que podem ser desenhados na tela. O problema é que ele ainda não deve ser muito utilizado, pois há pouca interatividade entre o recurso e as funcionalidades prometidas. Por outro lado, a Digital Crown realmente é interessante — permitindo o rápido acesso a diversas opções dos acessórios.

5) Disposição dos botões

Por décadas, os relógios de pulso foram construídos com o pensamento de que a grande maioria das pessoas é destra — ou seja, possui mais habilidades com a mão direita. Por esse motivo, os acessórios sempre tiveram os botões no lado direito da tela — nos referindo à coroa de ajustes. Com os botões físicos do Apple Watch isso é relembrado, trazendo dificuldades para os canhotos que não se adaptarem aos botões invertidos — lembrando que o "Crown" ficará abaixo do botão de acesso.

A diferença entre os aparelhos antigos e os smartwatches está no quanto esses botões serão usados. No caso dos relógios comuns, os botões são usados apenas para a configuração dos horários ou alarmes, mas no Apple Watch a coroa será invocada a cada vez que o usuário quiser acessar algumas funções.

6) Nem a Apple está feliz em relação a bateria

O Apple Watch ainda não está disponível no mercado e talvez só chegue no final do primeiro semestre de 2015. Um dos fatores que mais interferem nisso é a dificuldade que a Apple tem em conseguir construir uma bateria de duração satisfatória. Em nenhum momento a fabricante revelou qual é a carga, qual o tempo de recarga e qual a autonomia. Tudo o que foi revelado é que ela ainda “precisa melhorar”.

7) Problemas em se adaptar ao mercado

É inegável que a Apple tem um talento admirável para transformar segmentos do mercado. Quando os smartphones eram chatos e apenas empresariais, a fabricante lançou o iPhone e revolucionou todo o mundo. Anos depois, quando tablets eram pouco úteis e inteligentes, o iPad surgiu para fazer o mesmo que os smartphones. O problema é que o segmento de smartwatches não está parado.

O talento que a fabricante tinha de reinventar produtos não foi visto no Apple Watch. As capacidades de transformar segmentos quase parados em mercados de alto aquecimento também não. A adaptação ao mercado não pode ser feita com produtos que custam muito mais do que os consolidados e essa sequência de fatores pode realmente determinar um problema de entrada para a Maçã.

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O que você pensa a respeito disso tudo? Você acha que o que foi mostrado até agora é suficiente para fazer com que os relógios inteligentes da Apple consigam o êxito comercial? O que você melhoraria nesse aparelho? Conte tudo para nós e fique ligado aqui no TecMundo, pois nós traremos todas as novidades sobre o Apple Watch.

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