Desconsiderando o apelo visual e o desejo incontinenti de tomar parte de algo em andamento (a boa e velha “tendência”), certamente há muita gente por aí se perguntando sobre a real utilidade dos alardeados smartwatches — particularmente, sobre o valor da primeira geração do Galaxy Gear, da Samsung. Entre eles, está Steve Wozniak. O cofundador da Apple afirma ter passado não mais do que 12 horas com o produto, o qual considerou “completamente inútil”.

“Essa foi a única nova tecnologia que eu comprei para experimentar e passei adiante depois de apenas meio dia, tendo vendido no eBay por ser completamente inútil e por fazer muito pouco de conveniente”, disse Woz, em entrevista ao site Xconomy. “Você precisa segurá-lo na sua orelha e tal”, ele completa.

“São necessárias telas maiores e autonomia”

Caso você esteja pensando algo como “ah, mas o cara só poderia defender a Apple”, vale lembrar que Steve Wozniak se tornou conhecido tanto por criticar as criações da Maçã quanto por abraçar novos produtos movidos a Android. Além disso, Woz não parece ter qualquer problema com os smartwatches, de forma geral. Trata-se apenas de uma deficiência do primeiro exemplar da Samsung.

Ainda em entrevista ao referido veículo, Wozniak afirmou que espera encontrar modelos com telas maiores e com autonomia em relação ao smartphone. Bastante realista, entretanto, ele admite que displays maiores talvez não sejam defensáveis no momento — embora defenda os visores flexíveis como uma possível solução, já que estes poderiam se moldar de acordo com o formato do pulso.

De qualquer forma, é preciso ainda esperar para ver o que será do igualmente propagandeado iWatch, da Apple — com certeza um dos principais motivadores do Galaxy Gear. Isso se desconsiderando que, no frigir dos ovos, parece se tratar mais de um acessório para o iPhone.

E o Google Glass?

Se as pessoas talvez ainda não precisem de um relógio/celular atado aos seus pulsos, seria possível dizer algo semelhante de um aparelho empoleirado sobre os seus narizes? Para Wozniak, não exatamente.

“Ele pode não ser assim tão útil, assim como os smartwatches talvez não sejam úteis o suficiente para alcançar a aclamação em massa que seria necessária para que fossem em frente”, disse Woz, referindo-se ao óculos high tech da Google. “Entretanto, considerando a minha experiência com o Google Glass, eu bem que gostei de lidar com aquilo”, ele diz.

O próximo passo rumo “ao futuro”

Resta, portanto, saber quem poderá realmente levar a melhor na hora de criar a necessidade de um novo aparato para os usuários. A Maçã levará vantagem?

“Quando uma companhia faz algo notavelmente diferente, e todos dizem que ela acertou em cheio, tem-se a evolução natural rumo ao futuro. No passado, esse posto foi ocupado pela Apple algumas vezes — embora não sempre. Dessa forma, eu realmente espero que a Apple seja a grande inovadora”, conclui Woz.

E, é claro, é perfeitamente possível que o novo wearable da Apple nem sequer seja um relógio. É esperar para ver.

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