Ainda que cada vez mais dispositivos desse tipo inundem o mercado de relógios inteligentes, a Apple continua a dominar esse setor com uma bela folga. Para se ter uma ideia da força da marca no segmento, um estudo divulgado pela Canalys na última terça-feira (7) indica que 9 milhões de smartwatches foram vendidos globalmente no último trimestre de 2016. A contribuição do Apple Watch para esse montante? “Apenas” 6 milhões de unidades, um número que chega perto de 70% de representatividade do nicho.

Essa marca altíssima para o período deve-se muito ao lançamento dos novos modelos do gadget – realizado em setembro do ano passado – e à oferta dos aparelhos da geração anterior, atualizados e rebatizados de Series 1. Esse pico fica claro quando o levantamento mostra que os números obtidos no trimestre passado representam um aumento de 12% no envio de equipamentos para o mercado e também que, durante todo o ano de 2016, cerca de 11,9 milhões de Apple Watches foram comercializados pelo mundo.

Os concorrentes ainda não conseguiram vencer o carisma do Apple Watch

O wearable da Empresa da Maçã foi o relógio inteligente mais popular e rentável do ano passado

O que isso quer dizer na prática? Basicamente que o wearable da Empresa da Maçã, mesmo tendo suas limitações e restrições de compatibilidade, foi o relógio inteligente mais popular e rentável do ano passado, deixando outros grandes nomes comendo poeira. Em escala anual, por exemplo, a soma dos dispositivos da marca ficou com 50% de todo o setor, seguida de longe pelos gadgets da Fitbit (17%) e da Samsung (15%). O quarto lugar da listagem feita pela empresa de analytics, por sua vez, ficou pulverizado entre o resto dos competidores.

Há quem diga que esse domínio da Apple no setor pode levar a uma queda progressiva de participação do mercado, como aconteceu eventualmente com a linha iPad. O fato de a companhia ter entrado tarde nesse segmento e mesmo assim ter garantido seu espaço, no entanto, pode contar pontos para a sua empreitada e amortizar os reveses encontrados com seus tablets ao longo do caminho. Resta saber se a chegada do Android Wear 2.0 e de novos smartwatches com o sistema da Google não vão balançar esse cenário agora em 2017.

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