Quem realiza compras pela internet é acostumado a fazer uma bela pesquisa antes de adquirir um produto, geralmente conferindo a opinião de outros compradores nas lojas virtuais. Para os norte-americanos, esse fator é ainda mais importante, já que os comentários dos usuários muitas vezes ajudam o consumidor a decidir se um item vale a pena ou não. A Amazon também leva esse aspecto muito a sério e, para garantir que seus clientes não sejam enganados, entrou com um processo contra serviços que vendem reviews falsos para itens em sua página.

A gigante do e-commerce decidiu que não iria mais fazer vista grossa para as análises forjadas de diversos produtos comercializados por diversas fabricantes em sua plataforma e, para mostrar que não iria pegar leve, entrou na Justiça em um caso inédito nos EUA. Os acusados da prática são Jay Gentile e Mark Collins, que seriam proprietários de serviços online como bayreviews.net, buyreviewsnow.com, buyazonreviews.com e buyamazonreviews.com – sites que, aparentemente, não se esforçam muito para esconder para que servem.

Com base no que foi alegado na ação iniciada pela Amazon e nas informações levantadas pelo jornal Seattle Times, as análises falsas seguiam um esquema ardiloso para que fossem validadas pela loja virtual. Contas de pessoas reais são usadas para fazer os comentários, com os textos em si sendo elaborados por “escritores habilidosos” na arte de elogiar qualquer tipo de produto. Para fazer com que tudo pareça dentro dos conformes, o fabricante ou vendedor envia uma caixa vazia para o “cliente” – enganando, assim, o sistema da Amazon.

Para o jornal norte-americano, Collins disse que não vende nada do tipo, agindo apenas como intermediário entre vendedores que oferecem descontos especiais para compradores que quiserem deixar sua análise na página do produto. Apesar disso, em diversos desses serviços é possível ver que são disponibilizados abertamente pacotes de reviews de quatro ou cinco estrelas, com preços que podem custar entre US$ 74,26 e US$ 4887,50 – dependendo da vontade do comprador de fazer suas vendas se destacarem com a artimanha.

Além de pedir pelo fim desse tipo de prática, o processo movido pela Amazon ainda acusa os empresários de usar a logo e o nome da companhia ilegalmente, pedindo que eles paguem todos os custos com advogados e o triplo dos danos causados à imagem da sua plataforma de e-commerce.

Cupons de desconto TecMundo: