Em um bate-papo corrido nesta terça-feira (14), em São Paulo, representantes da Adobe Brasil falaram sobre algumas das novidade e inovações reveladas durante o evento Adobe MAX, que ocorreu em Los Angeles, EUA, entre os dias 4 a 8 de outubro. O TecMundo pôde falar com Federico Grosso, chefe das operações da empresa na América Latina, Fábio Sambugaro, vice-presidente para América Latina e do Sul, e Paulinho Franqueira, engenheiro de Aplicações Criativas da Adobe.

Adobe MAX é uma feira realizada anualmente pela companhia norte-americana e que tem como objetivo compartilhar novos esforços da equipe de desenvolvimento da Adobe. Além das inovações, o evento tenta inspirar a comunidade em torno dos produtos da empresa ao disponibilizar minicursos, palestras, rodas de debate sobre o mercado criativo e mostrar como a suíte de ferramentas da Adobe pode ajuda-los na empreitada.

Unindo para aperfeiçoar

Abrindo a conversa, Fábio passou alguns dados gerais da empresa, que já tem 32 anos de existência – 18 de presença oficial no Brasil – e cerca 12 mil funcionários em mais de 40 países. Liderando os setores de soluções para mídia e marketing digital, a Adobe agora se foca em otimizar o fluxo de trabalho de seus usuários, reforçando conceitos muito desejados atualmente pelo mercado, como personalização, relevância e retorno em tempo real.

Para garantir que sua meta seja atingida, a empresa pensa em refinar e facilitar a experiência de seus consumidores, fazendo com que o processo de criação possa ser feito a qualquer momento e em passos, independentemente de onde você esteja ou de qual dispositivo eletrônico tenha em mãos para realizar suas tarefas.

Combinando a suíte Creative Cloud (CC) – já com quase 2,5 milhões de assinantes – com a Adobe Marketing Cloud, a companhia espera criar uma evolução do fluxo de trabalho, tornando a análise e divulgação de materiais tão fácil quanto a criação e gestão de conteúdo criativo, utilizando a mesma plataforma – interligada pela Adobe ID.

Convergência e olhos fixos no Brasil

Na visão de Federico, que assumiu há pouco tempo a liderança da empresa na América Latina, o fato de os brasileiros terem real interesse no novo discurso da Adobe acabou atraindo ainda mais a atenção da companhia para o país. Basta ver que as operações no Brasil eram comandadas de Miami e agora são efetivamente feitas na capital paulista.

Segundo ele, os usuários nacionais têm um longo histórico de uso dos produtos da Adobe em ambientes editoriais, web e outros setores criativos, como produção de vídeos. Porém, atualmente, tem havido uma grande migração – ou complementação – para os serviços ligados ao marketing e análise de dados.

O executivo ressaltou duas tendências de mercado interessantes que foram bastante discutidas durante o Adobe MAX: a importância da mobilidade e a acessibilidade da nuvem em relação às ferramentas de trabalho.

Imaginação em qualquer lugar

Em primeiro lugar a questão de como a tecnologia móvel possibilitou às pessoas estender o controle sobre quando começar o seu processo criativo, mesmo que estiverem longe do trabalho ou em situações cotidianas. Os smartphones, apesar de limitado em área para desenvolvimento de peças completas, ainda servem de porta de entrada para a criação, possibilitando a captura de imagens, formas, cores e texturas.

É comum estar passando por algum local que traga à mente uma referência que pode ser usada em um trabalho ou em outra oportunidade. Algumas novas ferramentas da Adobe permitem que o fato de clicar uma dessas referências já se torne o pontapé inicial para o processo de trabalho de quem produz conteúdo para alguma mídia.

Os tablets, com suas telas geralmente mais generosas, oferecem um controle bem maior na criação, sendo possível agilizar e aprimorar a experiência de produção antes de se chegar a uma estação de trabalho mais robusta, por exemplo. Foram criados alguns aplicativos específicos, trazidos da suíte principal, para auxiliar nesse aspecto – além de uma melhor integração com os dispositivos da linha Surface, da Microsoft.

Já a tecnologia da nuvem possibilita que o usuário tenha uma biblioteca unificada de ferramentas, imagens, fontes e diversos outros recursos, que podem ser compartilhados entre todos os programas e aplicativos da Adobe, e acessados diretamente de praticamente qualquer aparelho disponível no momento.

Botando a mão na massa

Paulo, por sua vez, se focou em mostrar as ferramentas e os utilitários na prática, revelando um pouco do que foi divulgado no vídeo compartilhado pela Adobe há cerca de uma semana – sim, aquele no começo desta postagem. Ele exibiu em tempo real o funcionamento dos Capture Apps (Aplicativos de Captura), que salva referências a partir de imagens clicadas no dia a dia ou já armazenadas em seus aparelhos.

O Adobe Brush transforma qualquer figura em um pincel pronto para ser usado em todos os programas da suíte CC, sendo possível limpar partes indesejadas, acertar configurações de sensibilidade à pressão ou intensidade da ferramenta.

Já o Shape resgata formas do mundo real, recriando em ambiente digital as nuances, ângulos e curvas capturadas pela câmera do celular ou tablet. Diversas opções de refinamento ficam disponíveis e o arquivo vetorial é transferido automaticamente para sua biblioteca na nuvem.

O último aplicativo da linha a ser apresentado foi o Color que extrai uma paleta de cores específica ao selecionar parte de uma imagem ou fotografar uma cena ou objeto. O recurso é bem prático de ser utilizado e deve ajudar bastante ilustradores e designers em geral, conferindo unidade ao trabalho produzido com ajuda da ferramenta.

Sempre evoluindo, sempre ensinando

O engenheiro lembra ainda que o conceito de versões não existe mais desde que a plataforma Creative Cloud – baseada em um sistema de assinatura com pagamento mensal – foi criada, em 2013. Pequenas funcionalidades são regularmente incluídas pela empresa e baixadas silenciosamente pelos consumidores.

Sendo assim, como se manter a par de tudo que é acrescentado à suíte? A Adobe tenta resolver esse problema ao inserir, na tela de boas-vindas de seus programas, uma aba de novidades. Nela é possível checar novos itens adicionados e qual o uso dessas funções, além de oferecer links para tutoriais, materiais e dicas para os iniciantes.

Apesar disso, Fábio revelou que, para não sobrecarregar os consumidores com informações e mudanças, foram escolhidas duas datas para serem liberados pacotes de atualizações durante o ano: uma logo no início dele e outra grande durante a realização do Adobe MAX – em meados de setembro e outubro – garantindo que ninguém fique perdido e que as modificações possam ser discutidas com o público.

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