Resultados do trimestre fiscal de 2014 deverão ser divulgados em breve. (Fonte da imagem: Reprodução/Adobe)

De acordo com pesquisa conduzida pelo CNET, 58% dos usuários dos serviços oferecidos pelo Creative Cloud pretendem renovar suas assinaturas junto à Adobe. Ainda baseados no depoimento dos 187 entrevistados, os registros apontam que cerca de 20% dos cadastrados não têm planos de assinar novamente as facilidades oferecidas pelo acesso de conteúdo em nuvem; 23% dos usuários ainda não sabem se renovam ou não seus contratos com a empresa.

Os números computados pela pesquisa podem não corresponder às expectativas da Adobe – que deverá revelar oficialmente seus resultados após o fechamento de seu primeiro trimestre fiscal de 2014. No último trimestre, 1,44 milhão de assinantes fizeram uso dos serviços do Creative Cloud. Desde então, as ações da companhia têm crescido consideravelmente (fechando em US$ 68,06 na última quarta-feira, por exemplo).

De acordo com o analista Ross MacMillan, executivo da empresa de consultoria Jefferies, a Adobe pode ter angariado cerca de 400 mil assinantes em seu último trimestre. Acontece que a aquisição tradicional de licenças “perpétuas” (feita por meio da compra de uma mídia física, por exemplo) tem caído em desuso; armazenamento de conteúdo por meio de nuvem é um processo que ganha cada vez mais credibilidade entre a clientela da Adobe.

A nuvem não é o céu

Também conforme divulgado pela pesquisa, nem só de benesses se nutre os serviços oferecidos pela Creative Cloud. Apesar de possuir vantagens evidentes, esse tipo de negócio ainda se mostra incipiente: um projeto pode ficar “no vácuo” se algum problema de rede acontecer ou se a licença do serviço expirar por meio da exigência de renovação de assinatura.

"Renovação de emergência" de assinatura pode ser um problema. (Fonte da imagem: Reprodução/Google)

Outro dos pontos mencionados por usuários do Creative Cloud diz respeito às discrepâncias entre os preços dos pacotes de serviços e softwares oferecidos – ativar uma assinatura a curto prazo, por exemplo, pode chegar ao custo de US$ 75. Mas a Adobe, ciente de todas essas críticas, ainda diz estar “orgulhosa por suas assinaturas”. Prova disso é a queda no número de pessoas insatisfeitas com os serviços do CC: em 2012, 88% dos usuários avaliaram negativamente o serviço; em 2014, este número caiu para 51%.

Concorrência

O estudo apontou ainda que os clientes do Creative Suite têm buscado água em outras fontes: 48% já recorreram à Apple, 45% ao Corel, 41% ao GIMP, 18% ao Quark e 13% dos clientes da Adobe chegaram também a testar os software Xara. Sobre a importância da Adobe no mercado, 354 pessoas foram ouvidas: para 22% delas, a companhia tem se tornado de fato mais relevante; 56% dos profissionais dizem não notar diferenças substanciais no mercado e 22% dos entrevistados afirmam que a empresa está perdendo espaço ao lado de suas concorrentes.

Os resultados do último trimestre fiscal da Adobe deverão ser divulgados em breve – apenas então as sugestões feitas pela pesquisa divulgada poderão ser constatadas. Fique ligado.

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