Neste final de 2015, a Acer colocou um novo notebook conversível no mercado brasileiro. Trata-se do Aspire R11, que tem tela sensível ao toque de 11,6 polegadas — não destacável — e hardware intermediário para a execução de tarefas simples e voltadas à produtividade. O aparelho está com preço sugerido de R$ 2.299 na versão com HD de 500 GB e R$ 2.399 na versão com 1 TB.

Apesar do valor sugerido pela Acer, há várias lojas brasileiras que estão pedindo quantias mais baixas pelo dispositivo, mas será que vale a pena investir em um Acer conversível neste final de ano? É o que nós vamos descobrir juntos. Confira agora mesmo as impressões que tivemos durante o período em que pudemos realizar testes com o novo computador portátil da fabricante taiwanesa.

Design

Com uma estrutura colorida e com textura que impede o acúmulo de gordura, o design externo do aparelho é bem interessante e pode agradar muitos consumidores — principalmente aqueles que procuram por dispositivos coloridos e sem muitos detalhes. Isso vale tanto para a parte superior quanto para a parte inferior do notebook.

Quando vamos para a parte interna do computador, há momentos em que ele parece desperdiçar muito espaço. O melhor exemplo disso está na tela, que apresenta uma borda muito maior do que boa parte dos usuários está acostumada a ver — entre a base da estrutura e o início do display existe um espaço muito grande e que certamente será notado pelos consumidores.

Outro ponto bem importante está na pouca portabilidade do dispositivo. Mesmo com as dimensões pequenas, o Acer Aspire R11 acaba perdendo pontos também pelo peso: com 1,5 kg, ele acaba não sendo muito confortável para a utilização em todos os modos possíveis.

Tela

Analisando a tela presente no notebook, é importante mencionar que o tempo de resposta aos toques é bem interessante e garante que o modo tablet do Windows 10 seja utilizado com muita facilidade e conforto. Graças à velocidade na resposta e à precisão com que os toques são interpretados, isso acaba sendo um bom destaque para o dispositivo da Acer.

A resolução HD é bem comum aos notebooks com essa dimensão e consegue passar sem ser percebida, garantindo bons resultados para vídeos e jogos casuais. Também há bons pontos para o brilho do display, que garante uma utilização tranquila para ambientes com mais iluminação. Com exceção do problema mencionado anteriormente do desperdício de espaço, o painel do Acer R11 é um dos destaques do dispositivo.

Desempenho

Partindo para o desempenho do aparelho, é bom não esperar performance avançada e que seja capaz de executar funções muito pesadas. Mesmo com 4 GB de memória RAM, o processador Pentium N3700 não é suficiente para rodar games pesados e também não traz muita velocidade na abertura de novas tarefas — o que fica ainda mais evidente quando é necessário utilizar os recursos de multitarefas.

Apesar disso, quem precisa de funções de produtividade não terá dificuldades com o Aspire R11. O notebook é capaz de executar softwares desse tipo sem qualquer problema de velocidade ou estabilidade. Isso vale tanto para programas instalados quanto para acesso em nuvens. Por esse motivo, o notebook acaba sendo um grande aliado dos usuários que precisam de uma ferramenta de trabalho.

Teclado e trackpad

Ainda em relação à produtividade, é bem importante falar sobre o teclado do dispositivo. Mesmo com as limitações das dimensões — afinal de contas, estamos falando de um aparelho com apenas 11,6 polegadas —, ele oferece um espaçamento satisfatório entre as teclas, que também são bem confortáveis.

Com isso, a digitação de textos mais longos pode ser feita com bastante qualidade e sem ser um processo cansativo para os usuários. O trackpad traz um sistema bem interessante que permite o clique em qualquer local e facilita a utilização. Ele também é bastante preciso, o que faz com que o aprendizado de uso seja bem rápido.

Modos de uso

Quando chegamos às possibilidades de visualização dos conteúdos executados no aparelho, o notebook da Acer oferece quatro modos distintos — e que diferem pela forma como os consumidores o configuram anatomicamente. Além do padrão notebook que todos já estão acostumados a ver nos aparelhos, ainda há os modos tenda, display e pad.

Infelizmente, isso faz com que ele receba as mesmas críticas que outros modelos já receberam no passado. Com exceção dos modos padrão e tenda, os outros são bem desconfortáveis e não passam muita segurança, principalmente pela exposição excessiva do teclado — que pode sofrer algumas avarias justamente por não haver proteção.

Bateria

Outro bom destaque positivo fica com a autonomia de bateria do aparelho. De acordo com a utilização, ela pode oferecer até oito horas de uso e garantir que os usuários fiquem longe das tomadas por um dia inteiro. Ou seja: com um uso moderado e baseado em navegação na internet e utilização de apps de produtividade, dificilmente alguém vai ficar na mão com ele.

Vale a pena?

Como já dissemos, aqui no Brasil a Acer sugere as vendas do Aspire R11 pelo preço de R$ 2.299, mas há lojas vendendo o produto a menos de R$ 1,7 mil. Esse valor é justificado apenas pela tela sensível ao toque e pelas funções híbridas — dos vários modos de utilização —, mas não é condizente com o que encontramos em desempenho.

Infelizmente, o notebook da Acer acaba sendo fraco em desempenho e pelo design não consegue convencer completamente como um dispositivo para produtividade. Por essas razões, a menos que você esteja realmente inclinado a comprar um notebook híbrido, é recomendado que outras opções sejam analisadas antes da aquisição.

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