(Fonte da imagem: AppWrap)

Megaeventos esportivos como a Copa do Mundo deste ano e as Olimpíadas de 2016, realizadas no Rio de Janeiro, trarão milhares de turistas para o Brasil. Entretanto, muitas pessoas que vêm de fora podem não ter acesso a nenhuma rede de internet 4G por aqui, tendo que se contentar com as redes 3G.

Isso vai acontecer por um motivo simples: o 4G brasileiro opera em uma frequência diferente daquela utilizada por uma rede semelhante em países como Estados Unidos e Japão, por exemplo. Com isso, cidadãos desses países não conseguem utilizar a conexão que oferece melhores velocidades.

No Brasil, a rede 4G opera na frequência de 2,5 GHz, licitada em junho de 2012. Se o panorama é desanimador para japoneses e estadunidenses, isso não será nenhum problema para quem vier de países como Alemanha, Canadá, Chile, Colômbia e Costa Rica, onde o 4G trabalha na mesma frequência daqui.

Em breve, o Brasil deve utilizar 4G também na faixa de 700 MHz, utilizada em diversos países da Ásia e da América do Sul. Entretanto, para iniciar o processo de licitação da faixa, é preciso migrar os canais de televisão que atualmente operam nesse espectro.

3G só com roaming

Turistas que não puderem usar o 4G por aqui poderão utilizar a rede 3G, porém, é necessário ter um contrato de roaming com a operadora em seu país de origem. Para o especialista Eduado Trude, da consultoria Teleco, esta limitação não deve ser um problema grave, visto que a quantidade de gente que utiliza o 4G por aqui ainda é pequena.

Além disso, deve ser pequena a presença de turistas vindos de países onde a tecnologia já está consolidada, como Japão, Estados Unidos e Coreia do Sul. “Não acreditamos que venha muita gente dos EUA para a Copa, mas os americanos que já usam o 4G lá vão chegar aqui e a frequência será diferente, então eles vão ter que usar o 3G. Essas pessoas vão sentir uma diferença, mas acredito que seja um número pequeno de visitantes”, comenta Trude.

Estrutura para evitar congestionamento

Um dos problemas de grandes aglomerações é o congestionamento das redes de internet móvel, algo com que as operadoras de telefonia do Brasil já estão acostumadas a lidar. Segundo Eduardo Levy, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular, eventos como a Fórmula 1 em São Paulo e o réveillon no Rio de Janeiro são bons exemplos.

Para evitar problemas desse tipo, as companhias devem montar estruturas internas, com antenas dentro dos estádios, os locais com maior quantidade de gente reunida durante a realização da Copa do Mundo. Além disso, equipamentos móveis e redes WiFi com acesso liberado no entorno das praças de jogo devem dar conta do recado.

“A cobertura do Brasil vai dar ao turista a qualidade que o brasileiro percebe, porque o número de turistas que deve vir é muito pequeno proporcionalmente aos 270 milhões de celulares que temos. Não é isso que vai fazer uma diferença no tráfego brasileiro”, afirma Levy.

Aparelhos piratas serão bloqueados pela Anatel

Recentemente, a Anatel anunciou o início das operações do Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos (Siga). O projeto gerou polêmica ao anunciar que bloquearia aparelhos piratas ou não homologados pela agência, abrindo a possibilidade para que aparelhos importados não funcionassem mais no Brasil.

Entretanto, após a repercussão negativa da medida, a Anatel divulgou uma nota oficial informando que apenas aparelhos piratas devem ter seu funcionamento bloqueado no país. Isso quer dizer que equipamentos originais certificados por organizações semelhantes de países que mantém relações comerciais com o Brasil funcionarão sem problemas em território nacional.

De qualquer forma, isso ocorre somente a partir de setembro deste ano, pois o projeto ainda está em fase experimental — ou seja, após a realização da Copa do Mundo.

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