Com o lançamento do Galaxy S7 e do S7 edge, a Samsung introduziu na linha uma função chamada "Always on Display" ("Sempre à Mostra"), que, basicamente, permite que usuário confira o horário, a data e outras notificações – como chamadas perdidas e novas mensagens.

O AOD é altamente customizável, e, por isso, a gigante coreana resolveu explicar como tudo funciona, incluindo os porquês que a levaram a criar isso para o Galaxy S7. Segundo a Sammy, foram três anos de desenvolvimento visando atender duas necessidades essenciais: checar informações de forma rápida e se diferenciar de outros usuários – tudo isso sem comprometer a durabilidade da bateria do aparelho.

Função é altamente customizável, e o aparelho se adapta à quantidade de energia necessária para trabalhar de forma mais eficiente

Um dos itens que foram essenciais para que o AOD desse certo foi a tela AMOLED dos novos smartphones. Isso porque os pixels pretos da tela estão realmente apagados e, consequentemente, consomem menos energia. Por outro lado, alguns outros sensores ainda demandam bastante carga e tiveram de ser focados pela fabricante para serem mais eficientes.

Um dos resultados das alterações é que a função AOD consome apenas um quinto da energia dos modelos anteriores com o celular "travado"

O resultado foi que, com o celular "travado", o consumo é de um quinto do apresentado em modelos anteriores. É, também, metade do consumo da função "relógio noturno", que só utilizava as bordas da tela no Galaxy S6.

Simplicidade e eficiência

Quando poucas informações são mostradas, a tela apresenta apenas oito cores, mas pode chegar a 16 milhões se você optar por exibir uma imagem

Outro ponto importantíssimo na implantação do Always on Display foi a adoção de um novo algoritmo para o hardware do Galaxy S7: ele permitiu à Samsung definir quanto de energia é necessário para o aparelho funcionar normalmente e para mantê-lo enquanto está fora de uso. Em outras palavras, é como se o celular entregasse a performance de acordo com a demanda – se você não precisa de tanta energia, como no caso do uso do AOD, o sistema busca conservar o máximo de carga possível.

O consumo de energia varia de acordo com o que o usuário quer ver na tela – que trabalha com apenas oito cores quando está exibindo somente informações mais simples e pode chegar a até 16 milhões de cores quando você opta por mostrar imagens também.


Para ajudar na economia de energia, o AOD demanda uma taxa de quadros menor, fazendo a tela operar com uma atualização menos frequente. Além disso, com o uso dos sensores do aparelho, o sistema desabilita a função quando o celular está no bolso ou em uma bolsa, por exemplo.

Por fim, a Samsung reforça que os usuários têm a opção de desabilitar a função se quiserem e que isso também é feito de forma automática quando a bateria está com apenas 5% de carga.

A companhia afirma que pretende trabalhar ainda mais para melhorar a experiência geral oferecida pelos seus aparelhos com o uso dos displays AMOLED, indicando que o AOD foi apenas o primeiro passo.

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