Indicando a importância do mercado brasileiro para as operações da empresa, a divisão nacional da HP realizou um evento na manhã desta terça-feira (22) para dar uma prévia da sua nova linha de workstations mobile e de novidades na sua família de multifuncionais para o setor profissional. A leva de produtos a chegar muito em breve ao mercado brasileiro alia desempenho, durabilidade e, acima de tudo, ganhos na produtividade do consumidor.

Quem deu início ao papo durante o encontro foi Antonio Brunetti, gerente de workstations da HP Inc. Brasil, que falou um pouco da tradição da companhia nesse mercado das poderosas estações de trabalho. Afirmando que a marca oferece o portfólio mais completo do segmento já há um bom tempo, o executivo falou um pouco sobre a linha ZBook, que incorpora os computadores portáteis prontos para satisfazer o usuário que busca por performance, confiabilidade, inovação e mobilidade em itens feitos sob medida.

Brunetti falando sobre o histórico da família ZBook.

Segundo Brunetti, a base atual desse nicho de dispositivos é o trio formado por engenharia, arquitetura e construção, setores que dependem muito de um hardware forte, robusto e capaz de lidar com o processamento de arquivos e projetos pesados. Apesar disso, ele também descreveu que o público dessa série de notebooks de ponta é bastante amplo, indo desde o chamado power user até as empresas mais exigentes. A HP pode oferecer para segmentos como o geoespacial, por exemplo, máquinas com 2 TB de RAM e CPUs de 36 núcleos.

Esse poder de customização, aliás, é o grande trunfo da linha, que pode sair por menos de R$ 10 mil ou chegar a casa das centenas de milhares de reais. “São equipamentos extremamente escaláveis, que podem ser adequadas ao tipo de trabalho do cliente”, observou o gerente, ressaltando que isso pode ser feito através de uma combinação de componentes que, no fim, é elaborada para manter tudo dentro o orçamento do consumidor. Com isso em mente, a HP anunciou para o Brasil a terceira geração de seus badalados ZBooks.

Workstations para qualquer situação

O destaque da leva – e, infelizmente, ainda sem data para chegar ao país – é o ZBook Studio G3, que traz algumas das peças mais recentes no ramo de tecnologia. Duvida? O brinquedinho ostenta em sua versão mais caliente um processador Intel Xeon mobile, tem suporte a memórias ECC, armazenamento do tipo Z Turbo Drive, display 15,6 polegadas com resolução 4K (3840x2160 pixels). De quebra, o item pesa apenas 2 kg e tem 188 mm de espessura, garantindo a mobilidade do conjunto.

O novo modelo do Studio pode trazer ainda placas de vídeo profissionais como a NVIDIA Quadro M1000M com 2 GB GDDR5 ou uma Intel HD Graphics 530, dependendo da finalidade do equipamento. Duas saídas Thunderbolt 3 oferecem a possibilidade de conexões de alta performance ao kit, incluindo à uma nova dockstation desenvolvida especialmente para essa terceira geração de ZBooks. O acessório disponibiliza quatro portas USB 3.0 extras, uma entrada ethernet e saídas adicionais dos tipos VGA e DisplayPort 1.2.

Enquanto isso, as máquinas agendadas para ficarem disponíveis no varejo a partir de abril no Brasil também não fazem feio, mostrando características bem próximas ao modelo principal. O HP ZBook 17, por exemplo, mantém recursos como o CPU Intel Xeon e aguenta até 64 GB de memória do tipo ECC, mas também oferece novidades. O suporte de vídeo chega até à Quadro M5000M e o pacote é ainda mais valorizado por conta da tela nada humilde de 17,3 polegadas – com resolução que poder ir do tradicional formato Full HD ao cobiçado Ultra HD.

O HP ZBook 15 já é bastante famoso entre os adeptos dessa linha de produtos e age como uma versão ainda mais móvel do gadget acima, ganhando uma boa redução peso e espessura em relação à geração anterior – tornando o seu transporte ainda mais tranquilo. O caçula HP ZBook 15u, por sua vez, deixa um pouco do luxo de seus irmãos de lado para se apresentar como um ultrabook com desempenho de workstation. Esse modelo sai do Xeon para o i7, troca a RAM registrada pelas DDR comuns e investe na AMD FirePro como VGA principal.

Antigamente, as máquinas maiores não eram exatamente campeãs de autonomia. Agora, trabalhamos em melhorias significativas para os modelos mais robustos

As baterias externas desses aparelhos, 37% menores e 50% mais leves que as da segunda edição dos ZBooks, também foi exaltada por Brunetti. “Antigamente, as máquinas maiores não eram exatamente campeãs de autonomia. Agora, trabalhamos em melhorias significativas para os modelos mais robustos”, afirmou o executivo, mostrando uma tabela na qual há um aumento de desempenho de energia na casa dos 27% (ZBook 15) a 67% (ZBook 17). Todos esses modelos, com exceção do Studio, chegam em abril, com preços a partir de R$ 8.999.

Imprimindo como gente grande

Na segunda porção do evento, foi Norbert Otten, gerente de canais DesignJet da HP Inc., quem comandou a apresentação, usando exatamente a sinergia das workstations com os setores de engenharia, arquitetura e construção para falar de algo bem comum aos profissionais dessas áreas: impressões em grande formato. Para dar conta desses tipos de trabalhos, a HP tem uma linha de multifuncionais profissionais que foi iniciada em 2003 e, desde então, anda ganhando bastante força.

De acordo com Otten, uma prova disso é que, em 2013, a empresa lançou sua T2500 MFP, que é a máquina mais vendida do mundo nesse setor. Dando continuidade a esse sucesso, a companhia lança agora em 2016 sua HP DesignJet T830 36-in MFP, uma solução que une em apenas um equipamento um scanner de 36 polegadas e uma impressora capaz de produzir documentos que vão desde o formatinho A5 (14,8 x 21,0 cm) até o gigantesco A0 (84,1 x 118,9 cm). O item tem preço sugerido de R$ 25,9 mil para o público local.

Otten focou sua apresentação no mais novo modelo de multifuncional da HP.

O gerente da companhia explicou que a ideia do lançamento é que ele atenda a uma série de fatores essenciais para esses tipos de produtos, como robustez, conveniência e suporte à colaboração. No primeiro quesito, a T830 se sobressai através de uma estrutura bastante sólida e que resiste a contratempos eventuais. Essa durabilidade pode ser ampliada com o uso de um opcional chamado HP DesignJet Rugged Case, que oferece proteção adicional para transporte e armazenamento do aparelho – sem afetar a sua produção.

Um display integrado ao kit permite ainda que a máquina possa ser operada facilmente mesmo por usuários sem conhecimento prévio do sistema, graças a vídeos-guia que ensinam a fazer a troca de cartuchos ou resolução de problemas comuns. Por fim, o aspecto colaborativo se dá através da diversidade de conexões do hardware, com suporte a WiFi e WiFi Direct, que permitem tanto que o item se conecte a uma rede local quanto receba dados e arquivos de dispositivos móveis – ou transmita de volta para eles.

“Estamos falando de impressão imediata, no momento exato e sem qualquer burocracia”, afirmou Otten, indicando que, através dos recursos acima e até da possibilidade de impressão via email, o objetivo é aumentar a produtividade do projeto dos clientes, eliminar etapas e facilitar a troca entre os profissionais. A autonomia do produto também é alta, principalmente devido aos novos cartuchos de até 300 ml, podendo chegar a nada menos que 7,5 mil metros quadrados de produção – isso a partir de arquivos CAD padrão.

Pagando para não ter dor de cabeça

Junto da nova MFP, a HP também revelou que o Brasil deve receber a T730, que faz o papel de impressora grande formato e deixa o papel de multifuncional para a T830. O modelo retém todas as características de impressão do outro membro da família, mas sem a possibilidade de digitalizar documentos, saindo para o consumidor brasileiro pelo valor sugerido de R$ 14,9 mil. O mercado nacional também deve receber ao longo do ano três novos integrantes da linha HP DesignJet, as impressoras T930 e T1530 e a multifuncional T2530.

Para fechar o encontro, Antonio Brunetti comentou que, eventualmente, os responsáveis por compra de equipamentos nas empresas levam muito em consideração o preço na etiqueta dos itens, sem considerar que um aparelho de valor mais alto pode representar uma solução ideal para os negócios. “É preciso entender que uma máquina adequada responde de forma correta às atividades e tarefas do funcionário”, analisou, ressaltando os ganhos de produtividade com a customização da família ZBook e a otimização de drivers dos equipamentos DesignJet.

Para os executivos, o desempenho e o ganho de produtividade faz o preço dos produtos se pagar em pouco tempo.

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