Análise: Razer Star Wars: The Old Republic Gaming Headset

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(Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

Com o Star Wars: The Old Republic Gaming Headset, a Razer finalmente traz aos fãs do jogo da BioWare a oportunidade de adquirir um produto de qualidade com características próprias ao universo de George Lucas. Parte de uma linha completa de produtos licenciados do jogo, o headset promete oferecer uma experiência de áudio excelente para jogadores profissionais.

Tivemos a oportunidade de passar pouco mais de uma semana com o dispositivo e, neste artigo, trazemos tudo o que você precisa saber sobre ele. Após a leitura, não se esqueça de conferir nossas impressões em relação ao mouse, ao mousepad e ao teclado inspirados no game publicado pela Electronic Arts.

Características técnicas

  • Som surround Dolby 7.1;
  • Drivers de 50 milímetros;
  • Iluminação externa multicolorida;
  • Microfone com tensão ajustável;
  • Emblemas de facção substituíveis;
  • Controles de volume nas laterais do fone;
  • Peso de 318 gramas;
  • Preço médio: R$ 600

Aprovado

Conforto e beleza

Apresentando linhas retas incomuns para um headset, o dispositivo baseado no universo Star Wars se mostra uma adição atraente para sua coleção de acessórios. Mesmo optando por linhas simples, o produto cumpre bem a tarefa de chamar a atenção — algo que se torna especialmente fácil devido às suas luzes laterais.

(Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

Ao colocar o produto na cabeça, pode haver um desconforto inicial devido à maneira “grudada” como ele se ajusta às orelhas. Porém, basta ajustar um pouco a alça superior do gadget para que essa sensação passe, ficando somente a impressão de que estamos lidando com um produto resistente e que não vai escorregar acidentalmente em nenhum momento.

Destaque deve ser dado ao microfone que, apesar de não ser particularmente sensível (característica comum aos produtos Razer), fica a uma distância boa o bastante para captar sons sem nenhum problema. Outro ponto que chama a atenção é a rigidez do acessório, que dificilmente sai da posição determinada pelo usuário.

Controles na altura de suas orelhas

A melhor ideia incorporada pelo headset são os controles de volume encontrados atrás de cada uma de suas saídas de som. Enquanto a caixa esquerda permite ajustar a sensibilidade do microfone e até mesmo deixá-lo mudo, o lado direito do produto serve para que você possa ajustar a intensidade dos sons reproduzidos por ele ou encerrá-los completamente.

(Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

Embora quem esteja acostumado a lidar com cabos para realizar essas tarefas demore um pouco a se acostumar com esse esquema, bastam poucos dias de uso para que ele mostre suas qualidades. Não só a solução encontrada pela fabricante se mostra pouco intrusiva, como impede que você perca tempo precioso tentando encontrar o controlador de som em momentos em que lidar com ele se torna necessário.

Nada de distorções

Mesmo estando ajustado para reproduzir sons em sua intensidade máxima, o headset produzido pela Razer raramente apresenta alguma distorção. Com isso, o produto se torna ideal não só para quem gosta de games, como também se mostra uma solução ideal para quem costuma ouvir músicas através do computador.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Felizmente, raramente você terá que apelar para a capacidade total do acessório. Mesmo em seus níveis normais, o produto reproduz sons com um volume que se mostra capaz de isolar facilmente qualquer ruído exterior. Assim, você pode aproveitar suas canções favoritas sem ter que danificar os ouvidos devido à exposição constante a níveis excessivos de ruído.

Reprovado

Som 7.1 “falso”

Embora venha acompanhado pela tecnologia Dolby Surround Sound, o headset da Razer está longe de se tratar de um fone de ouvido realmente 7.1. Isso acontece porque, em vez de investir em drivers individuais para cada canal, a empresa decidiu usar somente duas saídas de som para emular essa experiência — aposta cujos resultados não foram muito bons.

(Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

Basta comparar o dispositivo com o Tiamat ou com o Megalodon para notar que ele não é tão bom quanto eles na hora de indicar a localização de inimigos ou objetos baseado somente nos ruídos que eles criam. Com isso, acabamos tendo em mãos um dispositivo que, embora competente, não cumpre exatamente aquilo que promete.

Preço salgado

Um ponto de crítica comum a qualquer produto Razer infelizmente sempre vai ser o preço cobrado por ele. E a história não é diferente com o headset baseado em The Old Republic, que pode ser encontrado pelo preço médio de R$ 600 — valor que não chega a ser o maior entre os produtos inspirados no MMO da BioWare.

Vale a pena?

Apesar de apresentar uma boa qualidade sonora e incorporar ideias interessantes (como os controladores de volume nas saídas de som), o headset inspirado em SWTOR está longe de ser a melhor opção do mercado em sua categoria. Produtos de fabricantes como a Audio Technicae e Sennheiser conseguem entregam uma maior qualidade de som por um investimento menor do que o cobrado pela Razer.

(Fonte da imagem: Divulgação/Razer)

A grande crítica do dispositivo é justamente seu preço impeditivo, que só deve torná-lo uma opção interessante para quem é realmente fanático pelo MMO da BioWare. Caso você não se enquadre nessa categoria, há produtos de R$ 600 (ou menos) que oferecem muito mais opções e qualidade — alguns deles apresentando sistemas 7.1 reais, algo que faz muita falta no gadget analisado.

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