Usuários indianos do YouTube poderão assistir a seus vídeos mesmo sem conexão junto à internet, afirmou Ceasar Sengupta, executivo também da popular plataforma de hospedagem e reprodução de clipes da Google, nesta segunda-feira (15). Os internautas da Índia serão capazes de fazer o download de praticamente todo o conteúdo listado pelo YouTube a partir de seus dispositivos Android.

Esclarecimentos detalhados quanto ao funcionamento da nova ferramenta não foram feitos. Sabe-se, porém, que o serviço deverá ser lançado dentro das próximas semanas a visitantes indianos do YouTube. A justificativa empregada pela companhia reside no fato de que a conexão à internet por toda a Índia é instável por demais – o que faz com que um mesmo vídeo tenha de ser acessado por um usuário único diversas vezes.

“O YouTube é muito popular por aqui [Índia]. Você assiste a alguns vídeos por várias vezes. Não seria incrível se fosse possível continuar assistindo-os sem ter de pagar pelo tráfego de dados, levando os clipes a qualquer lugar? Nas próximas semanas, boa parte do conteúdo do YouTube estará disponível offline pela Índia”, anunciou Sengupta.

Não se sabe também como a publicidade vai funcionar junto aos vídeos executados em modo offline – especula-se que as propagandas poderão ser sincronizadas ao conteúdo hospedado por dispositivos Android sempre que conexão junto à internet for notada pelo futuro aplicativo. “Isso é importante, e nossos usuários ficarão satisfeitos. Você poderá baixar o clipe uma vez, salvá-lo em seu smartphone e revê-lo quantas vezes desejar”, finalizou o executivo.

A promessa não é de hoje

Em mensagem publicada no mês de setembro de 2013, o time de desenvolvedores do YouTube prometeu para novembro do ano passado um aplicativo que executaria função semelhante à anunciada por Sengupta. “Este futuro recurso irá permitir que pessoas adicionem vídeos a seus dispositivos durante um curto período de tempo no momento em que a conexão se mostrar indisponível”, afirmou a equipe do YouTube.

A empreitada faria parte de uma série de atualizações que seriam lançadas até o final de 2013. O YouTube não detalhou a quais regiões o tal serviço ficaria disponível. Como se pôde notar, o lançamento de aplicativo que permite acesso offline aos vídeos não foi lançado pela plataforma de hospedagem e reprodução de clipes pertencente à Google. Estaria o pronunciamento de Sengupta relacionado à promessa feita pelo YouTube nos idos de 2013?

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