Um relatório de 13 páginas publicado ontem (18) pela Digital Citizens Alliance está causando certo rebuliço na internet. Apontando exemplos e apresentando provas, o documento critica a Google por manter no YouTube alguns vídeos que incentivam práticas ilegais variadas, como falsificação de cartões de crédito, roubo de dados digitais, venda de passaportes falsos e até mesmo prostituição de menores.

De acordo com a ONG – que defende uma internet mais ética e segura –, não é difícil gastar muito tempo em pesquisas para encontrar esse tipo de conteúdo dentro do serviço. O relatório exemplifica, por exemplo, que ao realizar uma busca por “Buy drugs without a prescription” (“Comprar remédios sem prescrição”, em uma tradução livre), o YouTube retorna pelo menos 17 mil resultados diferentes.

Na ocasião, um dos clipes encontrados ensina o internauta a adquirir facilmente alguns comprimidos de Oxycontin, um poderoso analgésico de uso controlado. Entre outros exemplos de irregularidades citados pela companhia, podemos apontar os vídeos que informam sobre a compra de esteroides e hormônios de crescimento muscular, além de clipes que ensinam a adquirir cartões clonados e hackear caixas eletrônicos.

O mais curioso acerca da existência de tais vídeos, contudo, é o fato de que a Google faz dinheiro com eles – o documento publicado pela Digital Citizens Alliance mostra que os clipes ilegais sempre possuem banners publicitários e links patrocinados em suas páginas. Vale observar que essa não é a primeira vez que o YouTube é denunciado pela ONG por não moderar esse tipo de conteúdo: ele já havia sido notificado em junho de 2013, tendo se comprometido a apagar os vídeos comprometedores.

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