A Google pretende reforçar ainda mais o combate aos terroristas no âmbito digital, mais especificamente dentro de suas próprias fronteiras online. Para isso, a maior empresa de internet no mundo anuncia quatro medidas que vão intensificar o seu compromisso em ser “parte da solução” quando o assunto envolve o terrorismo.

Citando a tecnologia avançada já aplicada pela empresa para identificar vídeos com conteúdo de terrorismo, além do uso de moderadores reais e também da parceria com grupos de antiextremistas e agências de especialistas, a Google enumera quatro reforços específicos no combate à apologia ao terror no YouTube.

Aumento da tecnologia

A primeira medida é incrementar o uso de tecnologia para identificar vídeos relacionados aos terroristas. “Isso pode ser desafiador: um vídeo de um ataque terrorista pode ser um noticiário, se transmitido pela BBC, ou glorificação da violência, se enviado em um contexto diferente por um usuário diferente”, destaca o conselheiro-geral da Google, Kent Walker.

Porém, a técnica baseada na identificação das imagens de forma digital é responsável pelo reconhecimento de mais de 50% dos conteúdos relacionados ao terrorismo removidos do YouTube. Dessa forma, a Google aposta no uso do aprendizado de máquina para que a inteligência artificial seja cada vez mais uma aliada no combate aos vídeos de terroristas em sua plataforma.

Maior plataforma de vídeos da internet, o YouTube quer ser mais eficaz no combate ao terrorismo

Mais especialistas humanos

Reconhecendo que a tecnologia nem sempre dá conta de todos esses problemas, a Gigante da Web anuncia também um aumento significativo no número de especialistas independentes no Trusted Flagger, programa do YouTube que dá poderes especiais de denúncia a alguns usuários.

Além de incrementar a tecnologia, a Google quer mais humanos indicando conteúdos impróprios no YouTube

“As máquinas podem ajudar a identificar vídeos problemáticos, mas especialistas humanos continuam a ter importância na tomada de decisões sobre a linha que separa uma propaganda violenta de um discurso informativo e religioso”, aponta o conselheiro-geral do Google.

Esses usuários são, por exemplo, organizações especializadas em diversos temas, como o terrorismo. A ideia, então, é que mais de cem novos grupos recebam essa condição de “sinalizador confiável” para intensificar o combate aos discursos de ódio e ao terrorismo.

Medidas mais firmes

O terceiro passo da Google para combater o terrorismo no YouTube envolve tomar posições mais duras em relação a esse tipo de conteúdo. Como anunciado há alguns dias, vídeos contendo discurso de ódio “não serão monetizados, recomendados ou mesmo elegíveis para comentários”, indica Walker. Além disso, tais publicações exibirão um aviso sobre o tema sempre que um usuário acessar a sua URL.

Reforço nas vozes contra o ódio

Por fim, o último esforço do YouTube envolve a implementação do programa “Redirect Method”. Ele consiste basicamente em incluir no YouTube anúncios em perfis com potencial de recrutamento para grupos terroristas.

“Em lançamentos prévios desse sistema, os recrutas em potencial clicaram nos anúncios em quantidade não usual e assistiram a mais de meio milhão de minutos de conteúdo em vídeo que desmerece as mensagens de recrutamento dos terroristas”, escreve o executivo da Google.

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