Na última segunda-feira (20), o YouTube emitiu um comunicado em que pede desculpas pelos problemas que fizeram com que vídeos LGBTQ+ fossem bloqueados por seu filtro de conteúdos. Ao acessar o site com o modo restrito ativado, muitos usuários se viram incapazes de assistir a mídias relacionadas a temas associados à comunidade.

No entanto, o pedido de desculpas não convenceu muitos YouTubers e produtores de conteúdo pela maneira como foi feito. “Vídeos LGBTQ+ estão disponíveis no Modo Restrito, mas aqueles que discutem assuntos mais delicados podem não estar”, afirmou a companhia. “Sentimos muito por qualquer confusão que isso pode ter causado e estamos cientes de suas preocupações”.

O motivo pelo qual a justificativa do serviço não foi aceita por todos é o fato de que os filtros estão barrando desde documentários sobre jovens transgênero até vídeos de casamento entre pessoas do mesmo sexo e tutoriais de maquiagem. Entre aqueles que criticaram a decisão está Tyler Oakley, YouTuber com 8 milhões de assinantes que teve bloqueado um conteúdo em que fala sobre pessoas que o inspiraram.

Sistema imperfeito

Uma posição semelhante foi adotada pelas cantoras Tegan e Sara, que afirmaram que muitos de seus vídeos simplesmente desaparecem quando o modo restrito é ativado. Já Rowan Ellis, que produz conteúdos sobre cultura pop, foi mais direta: segunda ela, a atitude do YouTube reforça “um preconceito dentro desse processo que associa pessoas LGBTQ+ com algo ‘não apropriado para a família’” .

Introduzido em 2010, o sistema permite que instituições e pessoas tenham uma experiência mais controlada dentro do site de vídeos, mas a própria empresa admite que ele não é perfeito. “Enquanto o sistema nunca vai ser 100% perfeito, conforme dissemos anteriormente, podemos e vamos fazer um trabalho melhor”, afirmou o YouTube em uma declaração ao BuzzFeed.

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