O desafio do balde de gelo viralizou em toda a internet em 2014. Os vídeos de pessoas virando baldes sobre as cabeças foram tantos que muitos participantes provavelmente não sabiam os motivos do desafio nem como ele teve início. Felizmente, mesmo assim, hoje podemos comemorar.

A campanha buscava arrecadar fundos para uma descoberta científica, e isso começou com a simples brincadeira de virar baldes de gelo sobre a cabeça a fim de chamar atenção para o caso. Hoje, a ALS Association anunciou que conseguiu identificar um novo gene que contribui para a esclerose lateral amiotrófica (ELA), chamado de NEK1, por meio do MinE.

Isso foi possível porque, enquanto as pessoas divulgavam e participavam do desafio do balde de gelo, outras realizavam doações. O montante alcançou cerca de US$ 115 milhões (cerca de R$ 377 mi) e financiou seis projetos de pesquisa, segundo a BBC.

A identificação do NEK1 vai ajudar os cientistas no desenvolvimento de uma terapia genética

O MinE é um projeto internacional que analisa o genoma de 15 mil pessoas com doenças do neurônio motor; ele hoje realiza a maior pesquisa sobre a ELA herediária no mundo, contando com 80 cientistas em 11 países.

"A análise genética sofisticada que levou a essa descoberta só foi possível por causa do grande número de amostras de ELA disponíveis", disse Lucie Bruijn, da ALS Association. Para você entender melhor, a pessoa mais conhecida que sofre da doença é o cientista Stephen Hawking.

A boa notícia também é que a identificação do gene NEK1 deve ajudar os cientistas no desenvolvimento de uma terapia genética para o tratamento da doença.

Bill Gates, Cristiano Ronaldo, Selena Gomez e inúmeros celebridades ajudaram na divulgação do desafio do balde de gelo. Caso você não tenha visto, clique aqui para assistir a alguns vídeos.

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