Ex-gerente da Yahoo!, Gregory Anderson está processando sua antiga empregadora alegando ter sido alvo de uma cultura corporativa discriminatória contra homens. Segundo ele, o processo de Avaliações Trimestrais de Performance (QPR) usado pela companhia favorece mulheres — além disso, ele afirma que os funcionários da companhia estão sendo demitidos sem qualquer espécie de aviso.

Anderson era o diretor editorial das seções de Automóveis, Casas, Compras, Pequenos Negócios e Viagens da Yahoo! até ser demitido em 2014. Segundo ele, entre 2012 e 2015 a organização reduziu sua força de trabalho em 30%, o que constitui uma demissão em massa — segundo as leis federais dos Estados Unidos, a empresa deveria emitir um alerta prévio de 60 dias às pessoas demitidas antes de encerrar seus contratos de trabalho.

Ele também afirma que seus supervisores — Kathy Savitt, responsável pelo departamento de marketing, em particular — favoreciam mulheres no ambiente de trabalho. Quando Anderson começou a realizar seu trabalho, menos de 20% dos gerentes em cargos altos da empresa eram do sexo feminino, taxa que passou a ser de 80% três anos depois (segundo o processo).

“Savitt expressou publicamente apoio ao aumento da participação feminina na mídia e contratou e promoveu intencionalmente mulheres por causa do seu gênero, ao mesmo tempo em que demitia, demovia ou deixava partir empregados homens por causa de seu sexo”, afirmou o advogado de Anderson.

Tratamento injusto

O ex-gerente também afirma que a companhia permitia que mulheres tivessem mais tempo de procurar outros empregos, enquanto homens eram demitidos imediatamente. O sistema de avaliação do Yahoo! usa diferentes pontuações para medir o desempenho de um funcionário, o que significa que é possível que aja empates entre pessoas “na linha de corte”.

Segundo Anderson, quando isso acontecia, os homens sempre eram os escolhidos para serem mandados embora. “O processo QPR é opaco e os empregados não sabem quem está fazendo as decisões finais, quais números estão sendo associados por quem e o motivo pelo qual esses valores são alterados”, afirma o processo aberto por Anderson.

“A manipulação do processo permitia que decisões envolvendo empregados, incluindo demissões, fossem decididas com base em preconceitos e estereótipos pessoais”, complementa o documento. O profissional argumenta que sua avaliação era alta até o momento em que ele pediu uma licença em 2014 para estudar na Universidade de Michigan — poucos meses depois, ao retornar, ele foi informado por Megan Liberman (chefe de sua chefe) que ele estava entre os 5% de funcionários mais mal avaliados e que seu contrato seria encerrado.

Em seu processo, Anderson afirma que houve vários motivos para sua demissão, nenhum deles relacionado a seu desempenho. Ele afirma que reclamou a um gerente sobre o impacto injusto do processo QPR sobre as pessoas sob sua supervisão e relatou uma tentativa de um empregado suborná-lo para diminuir a avaliação de outra pessoa.

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