A Sony anunciou recentemente que conduziria uma revisão completa da sua linha Xperia, sobretudo na fatia intermediária da marca. Isso não deveria ser uma surpresa, é claro. Afinal, basta considerar a explosão de aparelhos relativamente modestos que acabou por carregar a série — boa parte deles sem o devido “diferencial” mercadológico, como reconhece a própria companhia.

Após o anúncio, eis que recentemente várias figuras distintas do escalão “terno e gravata” da Sony resolveram se manifestar sobre as políticas da companhia para o setor intermediário. Entre as diretivas, fala-se em eventualmente devolver a marca Xperia ao seu nicho original — os aparelhos “top de linha”.

“No que se refere a uma estratégia para o mercado mobile, nós devemos reduzir uma porção da linha intermediária de produtos e nos concentrar em países lucrativos e em provedoras de telecomunicação, assim como fazemos no Japão”, disse um dos figurões ao Blog Oficial do Xperia. “Originalmente, os smartphones Xperia representavam o ponto alto dos produtos”, ele continua, confirmando a possível realocação da marca em fatias mais elevadas.

Enxugando a linha Xperia

A Sony também apontou para especializações ainda maiores no que se refere às apostas para porções específicas do globo. “Olhando adiante, nós pretendemos utilizar estratégias específicas relacionadas ao país em questão, mantendo forte relação com empresas de telecomunicação e estreitando a nossa posição como marca ‘Premium’, em um esforço para construir um modelo de negócios lucrativo.”

De acordo com a companhia, neste momento já é conduzido um esforço para rever e possivelmente limitar os modelos disponibilizados ao redor do globo. “Nós vamos priorizar a rentabilidade em detrimento da expansão, a fim de reduzir os riscos associados a este negócio.”

O mobile ainda é um “negócio principal”...

A despeito da revisão conduzida em seus produtos, a Sony faz questão de reforçar: o mercado da telefonia móvel ainda se mantém como uma atividade central para a companhia. “A indústria mobile é uma das três principais partes do mercado de eletrônicos”, disse um representante da empresa.

A Sony reforça o fato de que, ao fim e ao cabo, os smartphones (e afins) acabaram por absorver grande parte dos produtos desenvolvidos pela companhia. Nisso se incluem “câmeras, walkmans e jogos”, de forma que “é preciso lidar com o negócio dos smartphones de qualquer jeito.”

... Até segunda ordem

Sim, o mobile ainda é um nicho de extrema importância para a Sony. Mas isso não se encontra gravado em pedra, aparentemente. “O que há no interior do negócio de eletrônicos é uma questão de estratégia”, continua a empresa, no bom e velho “corporativês”.

“Dessa forma, no futuro é possível que nós acabemos por mudar a estratégia atual ou mesmo denfir o que seja um negócio principal.” Caso isso aconteça? Bem, aí o negócio é voltar os olhos para maio de 2015, ocasião em que a Sony deve conduzir um encontro em massa com seus acionistas, a fim de revelar as próximas estratégias de mercado.

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