O Bluebox, renomado site especializado em segurança da informação, havia identificado um malware no sistema que equipa o Xiaomi Mi4, um dos mais novos smartphones lançados pela companhia no mercado chinês. Por causa da grande relevância da empresa na Ásia, a nota gerou bastante revolta por parte dos consumidores que foram exigir explicações da Xiaomi.

Segundo o site Bluebox, o fato de o aparelho usar uma versão modificada do Android puro possibilita o surgimento de algumas brechas que podem ser aproveitadas por pessoas mal-intencionadas. No entanto, diante dessa situação polêmica, a Xiaomi resolveu se mexer e acabou descobrindo que o dispositivo testado pela empresa de segurança é, na verdade, uma smartphone pirata.

Xiaomi Mi4.

Espaço para os piratas

Segundo apontam os dados do Bluebox, o Android domina praticamente 90% do mercado de dispositivos móveis na China. Essa margem faz do sistema operacional o principal alvo das pessoas mal-intencionadas naquele país. Em adição a isso, poucos desses aparelhos usam uma versão certificada do SO disponibilizado pela Google.

Esses são os quadros apresentados e que fortaleciam a chance de o Mi4 testado possuir falhas de segurança que poderiam ser exploradas. O aparelho testado, de fato, continha códigos com brechas que permitiriam o ataque de criminosos. No entanto, a “barra” da Xiaomi acabou ficando limpa depois que descobriram que se tratava de uma cópia muito bem feita do Mi4 e que não estava rodando o MIUI, interface da companhia para o Android.

Xiaomi Mi4.

Xiaomi se defende

“Nós estamos certos de que o dispositivo que o Bluebox testou não está usando o software padrão MIUI, já que as nossas distribuições do SO nunca são entregues com o root habilitado e não acompanham alguns serviços instalados, como o YT Service, PhoneGuardService, AppStats, etc. O Bluebox poderia ter comprado um aparelho que foi adulterado, já que a compra foi realizada em um varejista na China. A Xiaomi não vende smartphones através de terceiros na China, apenas em canais online e oficiais e lojas de operadoras selecionadas”, disse o brasileiro Hugo Barra, vice-presidente internacional da empresa.

A Xiaomi deve estar comemorando a vitória sobre essa “acusação” do Bluebox. Afinal, a companhia começa a ganhar grande destaque internacional e pretende desembarcar em vários mercados diferentes nos próximos meses – inclusive no Brasil. Quais são as suas expectativas para a chegada da empresa por aqui?

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