Um relatório divulgado esta sexta-feira (5) pelas Nações Unidas afirma que Julian Assange, fundador do WikiLeaks, foi detido de forma arbitrária pelo Reino Unido em 2012. Desde que surgiram indícios de sua possível prisão, ele está refugiado na embaixada do Equador, em Londres.

A declaração das Nações Unidas surge como resposta a um pedido feito em 2014, no qual Assange exige que as autoridades locais devolvam seu passaporte. O fundador do site também aproveitou o documento para tentar impedir sua prisão caso ele decida deixar seu local de refúgio.

“O Grupo de Trabalho requisitou que a Suécia e o Reino Unido lidem com a situação do Sr. Assange e garantam sua segurança e integridade física para facilitar o exercício de sua liberdade de circulação de forma rápida, e para garantir que ele desfrute plenamente dos direitos que lhe são garantidos pelas regras internacionais de detenção”, afirma o texto das Nações Unidas.

“O Grupo de Trabalho também considerada que a detenção deve ser encerrada e que o Sr. Assange tem direito a uma compensação”, complementa o relatório. A expectativa é a de que o fundador do site responsável por expor atividades confidenciais de países e corporações deixe a embaixada do Equador ainda hoje — caso isso aconteça, ele pode ser preso pelas autoridades do Reino Unido, que afirmam ser obrigadas a isso graças a um mandato contra Assange válido em todo o território europeu.

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