Recentemente, o WhatsApp se envolveu em uma polêmica que era uma questão de tempo até explodir: o Facebook comprou a empresa faz algum tempo, então era esperado que a companhia de Mark Zuckerberg "estreitasse" os laços entre rede social e mensageiro. No começo do mês, vimos um alerta entregue pelo WhatsApp avisando que metadados de usuários seriam entregues ao Facebook para fins comerciais — e muita gente não gostou disso.

Quem também não gostou foi o governo da Alemanha: por meio da Comissão de Proteção de Dados e Liberdade de Informação de Hamburgo, uma decisão feita pelo comissionario Johaness Caspar diz o seguinte: "Emitimos uma ordem administrativa que proíbe o Facebook, com efeito imediato, de coletar e armazenar dados de usuários germânicos do WhatsApp. Também foi ordenado que o Facebook deletasse todos os dados que já foram entregues pelo WhatsApp".

Está conversando sobre um novo carro no WhatsApp? Seu Facebook mostrará as propagandas do veículo

No começo do mês, a rede social entregou como justificativa a troca de informações como uma forma de combater spam, dar e receber sugestões sobre produtos e também mostrar anúncios mais relevantes aos usuários. Por exemplo: está conversando sobre um novo carro no WhatsApp? Seu Facebook mostrará as propagandas do veículo citado.

"O Facebook não recebeu aprovação total dos usuários do WhatsApp, nem tem uma base legal para receber os dados existentes", alertou Johaness Caspar, notando que a rede social deveria pedir permissão aos usuários para coletar os dados, "e isso não aconteceu", escreveu.

O WhatsApp deu passos importantes neste ano no que toca privacidade e segurança, principalmente com a inclusão de criptografia de ponta-a-ponta. Por outro, esta questão com o Facebook está levantando dúvidas sobre o aplicativo. Com a Alemanha declarando "guerra" ao fato, outros países podem seguir o mesmo caminho.

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