A Justiça Federal de Londrina determinou na última quinta-feira (30) o bloqueio de R$ 19,5 milhões nas contas do Facebook. A decisão decorre de multas aplicadas nos últimos cinco meses em decorrência do descumprimento de ordens judiciais emitidas contra o WhatsApp — nenhuma delas pagas.

As ordens judiciais exigiam que o aplicativo de mensagens revelasse o conteúdo de mensagens trocadas entre traficantes investigados pela Polícia Federal. Não é a primeira vez que o aplicativo é envolvido em uma decisão do tipo — anteriormente, ele já chegou a ficar alguns dias bloqueado no Brasil por motivo semelhante.

As investigações policiais em questão fazem parte da Operação Quijarro, que investiga um grupo criminoso que comercializava duas toneladas de cocaína por mês. No total, catorze pessoas foram detidas preventivamente, mas o delegado Elvis Secco afirma que as mensagens não divulgadas pelo WhatsApp estão atrapalhando a investigação e a descoberta de novos suspeitos.

a investigação poderia ter sido mais ampla no sentido de mais prisões, mais apreensões e mais sequestros

“A investigação poderia ter sido mais ampla no sentido de mais prisões, mais apreensões e mais sequestros e, principalmente, de se chegar ao alto escalão da operação criminosa, ou seja, quem detinha o poder financeiro”, explicou Secco. Até o momento, o Facebook não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

"Hoje em dia, os criminosos só conversam por mensagens eletrônicas. O pedido, que é o mesmo da interceptação telefônica, é garantido pela Legislação Brasileira. A recusa da empresa em cumprir a ordem judicial atrapalhou tudo. Sem acesso às mensagens do aplicativo, não conseguimos descobrir o núcleo comprador da droga na Espanha e no Brasil, e também não conseguimos apreender mais cargas e revelar outros membros da organização", explicou o delegado ao G1.

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