O desenvolvimento de tecnologias que possibilitaram a popularidade da internet e o maior acesso a dispositivos, como computadores, notebooks, smartphones, tablets, smartwatches etc., geraram um turbilhão de transferência de informação como nunca houve antes na história. A dificuldade em se adaptar a esse admirável mundo novo pode envolver, além de muitas outras coisas, as limitações de nossa percepção.

Dessa forma, uma série de novos recursos – como dispositivos de realidade virtual – vêm sendo desenvolvidos para ampliar a nossa percepção e nos conectar cada vez mais a esse universo de dados em alta velocidade. Com isso em mente, os desenvolvedores do Interactive Architecture Lab da Bartlett School of Architecture, criaram o Sarotis, uma segunda pele que reage aos arredores e manda informações para o usuário através do tato, inflando partes especificas do traje.

Sentindo na pele

Feita com tecido suave e partes de hidrogel nas pernas, braço e pescoço, a segunda pele infla em lugares definidos e até muda de temperatura de acordo com os estímulos externos

A grande sacada desse dispositivo é não depender de telas, botões e comando, assim como acontece com a maioria dos aparelhos móveis, como celulares, tablets etc. Mesmo os gadgets vestíveis acabam dependendo sempre dos mesmos sentidos, especialmente a visão.

Com o Sarotis, você apenas veste-se com a segunda pele e recebe estímulos pelo tato de acordo com a sua proximidade de estruturas e objetos. Isso é feito usando uma série de sensores de todos os tipos, que reagem com o ambiente e repassar as informações para o usuário. Feita com tecido suave e partes de hidrogel nas pernas, braço e pescoço, a segunda pele infla em lugares definidos e até muda de temperatura de acordo com os estímulos externos.

"Enxergando" pelo tato

A ideia inicial é realmente transformar isso em uma ferramenta para auxiliar pessoas com perda total ou parcial da visão principalmente na locomoção. Os testes do projeto mapearam ambientes usando o projeto Tango da Google e, com essa informação, o traje foi capaz de conduzir pessoas através de cômodos apenas avisando-as de obstáculos por meio de estímulos no Sarotis.

O traje foi capaz de conduzir pessoas através de cômodos apenas avisando-as de obstáculos por meio de estímulos no Sarotis

Com tempo para mais testes e alguns investimentos, esse pode ser o futuro para uma maior inclusão de deficientes visuais na sociedade, além do Sarotis poder abrir um leque imenso de possibilidades para novas ideias envolvendo tecnologia de vestíveis e de transmissão de dados.

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