Counter-Strike: Global Offensive - como a Valve reformulou um jogo

4 min de leitura
Imagem de: Counter-Strike: Global Offensive - como a Valve reformulou um jogo

Lançado em 2012, Counter-Strike: Global Offensive foi recebido com entusiasmo pela comunidade de jogadores, que não presenciavam um grande lançamento para a série há mais de 8 anos. No entanto, a falta de conteúdos realmente inéditos e as grandes semelhanças com Counter-Strike Source fizeram com que a empolgação do público diminuísse rapidamente.

Ciente disso, a Valve continuou a trabalhar no título e lançou mais de 60 atualizações nos dois anos desde que ele chegou ao mercado. Reformulando sistemas que ajudaram a tornar o FPS mais variado e competitivo, a companhia conseguiu com que ele se tornasse aquele que atualmente é o segundo game mais jogado do Steam — somente o fenômeno DotA 2 consegue superá-lo em quantidade de jogadores simultâneos.

Novo sistema de rankings

Entre as soluções encontradas pela Valve para aumentar a popularidade de seu jogo estão modificações em seu sistema de matchmaking. Além de tornar mais fácil o processo de encontrar amigos que possuem o jogo, o sistema agora trabalha com diferentes grupos de habilidade que se baseiam na quantidade de partidas ganhadas por uma pessoa.

A cada vez que você vence 10 jogos competitivos, CS: GO o encaixa em um novo grupo de habilidades e baseia sua próxima partida em sua posição média de ranking. Usando dessa lógica simples, o título consegue agrupar pessoas com níveis de habilidade semelhante, evitando que um jogador extremamente habilidoso ou inexperiente “quebre” uma partida.

Feedback de jogadores

Acostumada a comunidade de jogadores na hora de modificar seus games, a Valve consultou profissionais em CS: GO para descobrir o que eles esperavam do título. O resultado dessas conversas pode ser sentido em reformulações no poder e no coice de algumas armas e na inclusão de novos armamentos e itens.

Ao apostar em mudanças de balanço, o estúdio conseguiu com que armas consideradas fortes demais deixassem de ser a única opção da maioria dos jogadores. Além disso, pistolas e metralhadoras antes consideradas inúteis finalmente ganharam características que as tornaram uma opção viável em confrontos competitivos.

Para completar, o jogo passou por uma reformulação em seus menus, que se tornaram mais simples e fáceis de navegar. Com isso, não somente os jogadores passaram a ter cada vez mais opções, como ganharam uma maneira rápida de selecionar exatamente aquilo que desejam.

Mais opções de mapas

A influência da comunidade também pode ser sentida graças à integração com o Steam Workshop, lançada no início de 2013. Graças a ela, modders podem realizar modificações e expô-las de maneira extremamente simples — da mesma forma, jogadores interessados em novos mapas, skins e outros itens podem obtê-los de maneira descomplicada.

A introdução dos chamados “mapas de resgate” também ajudou a dar uma nova vida para o game, cujas partidas competitivas se concentravam em arenas nas quais era preciso armar ou desarmar uma bomba. Os reféns, antigamente considerados um mero aborrecimento, finalmente se tornaram elementos importantes das partidas graças a modificações em seu comportamento e nas regras de seu resgate.

A “hora do retorno”

Como recompensa aos jogadores que deram suas contribuições para aprimorar o jogo, a Valve lançou em abril de 2013 a chamada “Operation Payback”. A atualização paga era baseada somente em conteúdos criados pela comunidade de fãs, cujas produções com maior qualidade foram escolhidas a dedo pelos desenvolvedores.

O sistema de operações se mostrou um grande sucesso, e até o momento a empresa já lançou mais três pacotes do tipo — Operation, Phoenix e Breakout. Além de fornecer novos cenários competitivos aos jogadores, essa solução também ajudou a dar vida nova a locais antigos, cujas alterações feitas pelo público foram levadas em consideração e incorporadas até certo ponto pela empresa.

Jogue, venda e compre armas (com dinheiro real)

Outra novidade que ajudou a popularizar o jogo foi o “Arms Deal Update”, introduzida em agosto de 2013. Com ela, Counter-Strike: Global Offensive passou a contar com a integração com o Steam Marketplace, que permitia a venda e compra de armas e skins personalizadas dentro do jogo.

Através do sistema, centenas de itens são comprados e vendidos a cada segundo, e mesmo quem não joga de maneira competitiva tem a chance de lucrar com o sistema. Assim como aconteceu com os chapéus de Team Fortress 2, ter um armamento diferenciado passou a funcionar como uma forma de chamar a atenção em meio a um universo de jogadores praticamente iguais.

Investimento constante

Talvez o maior segredo para o sucesso alcançado por Counter-Strike: Global Offensive seja a filosofia da Valve de nunca desistir de iterar seus jogos. Através de atualizações constantes — como a recém lançada Operation Breakout —, a empresa continua a adicionar mapas, armamentos e opções de personalização aos jogadores.

Os desenvolvedores do game já deram indícios de que não pretendem desistir de sua filosofia, ao anunciar que já estão observando a maneira como os jogadores responderam à atualização. A expectativa é a de que, enquanto houver ideias novas e possibilidades a serem exploradas, a comunidade vai continuar se deparando com alterações de balanceamento e novidades que vão garantir uma vida extremamente longa ao título.

Cupons de desconto TecMundo:
* Esta seleção de cupons é feita em parceria com a Savings United
Você sabia que o TecMundo está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.