Overwatch: produtor-executivo do jogo deixa a Blizzard

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Imagem: Sari ONeal/Shutterstock
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O produtor-executivo de Overwatch, Chacko Sonny, está deixando a Blizzard na próxima sexta-feira (24). Ele estava chefiando o desenvolvimento da continuação do FPS e, além dele, outros profissionais estão deixando a empresa de jogos.

A informação foi revelada nesta terça-feira (21) pela Bloomberg, em matéria assinada pelo respeitado jornalista de games Jason Schreier. A saída de Sonny se dá em meio a provavelmente a maior crise recente da Blizzard, que está sendo investigada por dezenas de casos de assédio moral, abuso sexual e outros crimes no ambiente de trabalho.

O responsável por Overwatch já avisou aos colegas que saíra da companhia. Em um e-mail a que a Bloomberg teve acesso, os novos colíderes da Blizzard, Mike Ybarra e Jen Oneal, elogiam o funcionário e o agradecem pelos serviços prestados.

Apesar de não revelar o motivo de sua saída, Sonny escreveu em uma carta que: "[trabalhar na companhia] tem sido um privilégio absoluto e uma das melhores experiências da minha carreira”.

Pessoas que falaram anonimamente ao jornalista Jason Schreier disseram que o profissional era bastante respeitado e que até onde sabiam não havia nenhuma acusação ou investigação interna contra ele.

Outras saídas

Além de Sonny, Claire Hart (advogada da companhia) deixou a empresa na semana passada e Claudine Naughton (chefe de RH) sairá ainda em setembro. Assim como o produtor-executivo de Overwatch, elas provavelmente deixaram a companhia por conta própria.

A situação é diferente de outros casos, como o do presidente da Blizzard, J. Allen Brack, que foi afastado do cargo no mês passado. A gigante dos games também já havia demitido várias outras pessoas, incluindo Luis Barriga (diretor de Diablo 4) e Jesse McCree (dev de Overwatch).

Blizzard

Barriga e McCree estariam supostamente envolvidos nos casos de assédio. Com a saída da dupla e de Sonny, o ritmo dos trabalhos em Overwatch 2 e Diablo 4 provavelmente será prejudicado.

Entenda o caso

Há algum tempo, o conglomerado Activision Blizzard está enfrentando fortes acusações de práticas ruins no ambiente de trabalho. Um grupo, principalmente formado por mulheres, revelou ao mundo que os chefes eram permissivos e até realizavam atos de assédio sexual, sexismo, assédio moral e outras condutas.

Em um dos relatos, foi citada uma mulher que chegou a cometer suicídio, sendo que o ambiente tóxico da empresa chegou a ser apontado como uma das possibilidades para o ocorrido.

O caso tomou uma proporção bastante grande e a empresa está sofrendo um processo do Departamento de Emprego Justo e Habitação (DFEH), do estado da Califórnia. Ontem (20), o The Wall Street Journal revelou que a Securities and Exchange Comission (SEC), que no Brasil é chamada de Comissão de Valores Mobiliários, também abriu uma investigação para verificar as denúncias que recaem sobre a empresa.