Blizzard: chefe que criticou denúncias bloqueia colegas no Twitter

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A série de desavenças envolvendo lideranças e funcionários da Activision Blizzard ganhou um novo capítulo após uma ação de repercussão negativa por parte de uma executiva de alto nível da desenvolvedora.

Para começar, Frances Townsend, que é a vice-presidente de assuntos corporativos e compliance da empresa, publicou em seu perfil pessoal no Twitter um artigo da revista The Atlantic que fala dos "problemas com denunciantes" na sociedade contemporânea e a possibilidade de isso gerar problemas para as pessoas envolvidas.

Fran costuma comentar sobre casos cotidianos e políticos na plataforma, mas esse texto foi visto como uma espécie de indireta nada sutil para os múltiplos casos de assédio e cultura tóxica em ambiente de trabalho que fazem parte do processo original contra a empresa, que é conduzido pelo Departamento de Justiça do Trabalho e Moradia da Califórnia.

E daí?

Para piorar, Townsend aparentemente começou a bloquear várias pessoas que publicaram respostas polidas contra o texto — incluindo uma série de funcionários da própria Activision Blizzard, além de jornalistas e desenvolvedores de outras empresas.

O caso repercutiu mal e foi denunciado pelo jornalista Jason Schreier, que tem acompanhado as reviravoltas na companhia. A ação é vista como incompatível com as promessas da marca de estabelecer diálogo e dar voz aos colaboradores.

Relação complicada

A imagem de Townsend já estava prejudicada antes da publicação no Twitter. Ela foi a responsável pelos comentários mais críticos às denúncias, alegando que o processo cria uma imagem "distorcida e falsa" da empresa, com relatos "factualmente incorretos, antigos e fora de contexto". Em resposta, uma carta escrita por atuais e ex-trabalhadores da companhia pede por retratação e a saída da executiva de um de seus cargos adicionais.

A própria contratação da executiva não foi unanimidade. Por anos, ela trabalhou como consultora de Segurança Nacional no governo do presidente George W. Bush e, em mais de uma oportunidade, declarou-se favorável a táticas de tortura de prisioneiros como método de interrogatório.