Uma das primeiras companhias a avisar que passaria a ter planos limitados de franquia de internet, a Vivo (controlada pela Telefonica) não vai desistir dessa prática — mas está aberta a ouvir o outro lado e participar de debates sobre o tema. Essas foram as palavras de Amos Genish, CEO da operadora, durante um papo com analistas após a apresentação dos excelentes resultados financeiros da companhia.

Segundo ele, a banda larga fixa com limite de franquia está liberada de acordo com a legislação brasileira, mas um debate é bem-vindo para esclarecer dúvidas e confirmar limites e possibilidades na área. A ideia, de acordo com Genish, é que tudo se resolva ainda neste ano para que as práticas oficializadas sejam adotadas já com o início de 2017.

“Por exemplo, para usuários low end, deveria ter limite? São várias questões que o debate vai esclarecer. E tenho certeza que as operadoras serão sensíveis. O consumo de banda está crescendo, e as operadoras percebem que seria melhor para todos ter ofertas diferentes conforme o uso”, disse o executivo, segundo o Telesíntese.

Ele elogia, mas também critica

O CEO ainda elogiou a postura da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que depois de algum tempo em silêncio resolveu "tomar a frente do debate público" em relação ao tema. Ele também ressaltou a ideia de revisão dos contratos de concessão, que deve acontecer ainda neste ano e modificar consideravelmente o atual modelo de distribuição.

Só que o governo em geral não escapou de algumas alfinetadas de Genish. Segundo ele, ainda não é "atraente" para as operadoras investir na universalização da banda larga. "A falta de transmissão e backbone torna certas áreas pouco atraentes, e o fato de o consumidor ali não conseguir pagar o mesmo que em outras áreas também deve contar na discussão", ressalta.

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