Que a junção "crianças + games" dão dor de cabeça nos pais não é novidade para ninguém. Porém, a cefaleia agora também está chegando para as grandes empresas. O Facebook já é processado por um conjunto de pais e mães — se quiser saber mais, clique aqui. E, desta vez, quem deve responder um processo é a Microsoft.

Jeremy Hillman é o diretor de Comunicações do Banco Mundial. Contudo, antes disso, ele é um pai. E um pai bem furioso com o que aconteceu: seu filho de 13 anos gastou US$ 5 mil (cerca de R$ 16 mil) no modo Ultimate Team do FIFA 15 para Xbox One.

Hillman postou toda a história no site Medium e chamou o caso de "Microsoft X-box e um problema de família". Durante o relato, o pai comenta que o filho ainda está se adaptando na nova cidade (eles acabaram de se mudar para Seattle), por isso ele fica muito tempo em casa jogando FIFA 15 no XOne.

Então, em um certo dia, Hillman estava discutindo com a esposa sobre as faturas do cartão de crédito — havia gastos "estranhos" nelas. Durante a briga, o menino acabou admitindo, aos prantos, a compra de FIFA Coins no Ultimate Team. Foram meses de compras de US$ 109 (R$ 350) que totalizaram um pouco mais de US$ 4,5 mil (R$ 16 mil).

Falta de barreiras

Isso aconteceu porque o cartão de crédito de Hillman ficou gravado no console após a compra do jogo — processo feito para facilitar futuras transações. Contudo, e por isso, não há qualquer barreira que impeça novas compras.

Todos nós sabemos o quão fácil é realizar compras online e in-game — até exageramos um pouco neste quesito. Então, não é difícil percebermos como uma criança de 13 anos é facilmente levada a realizar essas transações: basta apenas um clique.

"Com todo o talento de seus engenheiros e com sistemas sofisticados para proteger seus dados, o quão difícil seria pedir para reinserir o código de segurança ou colocar uma barreira real sobre o que pode ser gasto em compras antes de dar os detalhes do cartão de crédito?", perguntou o pai no relato.

No texto, Hilman também diz que é culpado por não prestar atenção nas ações do filho, mas a responsabilidade ainda deve se estender à Microsoft por causa da falta de um "controle parental melhor".

Possível processo

"Se a Microsoft quiser poupar milhares de pais de frustração, raiva e, muitas vezes, consequências financeiras, então ela poderia encontrar centenas de formas", disse Hilman. "Eles apenas escolheram não fazer isso. A Microsoft escolheu uma decisão baseada no lucro máximo e mantendo os requisitos legais mínimos", comentou.

Sobre o processo, o pai não pretende abrir uma ação tão cedo. Porém, deixou claro que "se algum advogado por aí quiser abrir uma ação coletiva contra a Microsoft e forçá-la a compensar e adotar uma política melhor", ele assinaria felizmente.

E sobre o garoto? Ele foi perdoado pelo pai, que já tirou o Xbox One do menino como castigo, mas pretende presenteá-lo com uma mesa de pingue-pongue.

Via BJ

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