A Netflix apresentou um modelo de negócio que se tornou extremamente rentável e popular. Muitos outros segmentos já se inspiraram nesta fórmula, mas nem todos conseguiram. Atualmente, o serviço de streaming é extremamente popular quando o assunto é filme ou música, mas ninguém acertou a mão para replicar o sucesso no mundo dos games. A Utomik é uma plataforma que promete ser a salvadora da pátria para os gamers de plantão.

O serviço acaba entrar em fase Beta em território americano e cobra um preço promocional de US$ 5,99 (R$ 24) nos primeiros meses para conceder ao usuário uma biblioteca com 145 títulos. Basicamente, o serviço é esperado por conta da sua tecnologia que combina o poder da nuvem com um software de qualidade, que é capaz de entregar a experiência em um nível aceitável para os jogadores.

Apesar de o Utomik ser gratuito pelas primeiras duas semanas, a mensalidade deve subir para US$ 10 (R$ 40) no futuro, quando a empresa puder oferecer mais títulos no catálogo e um streaming mais robusto.

Onde eu já vi isso?

Certamente, essa não é a primeira tentativa de popularizar o streaming de jogos. O percursor da ideia foi o OnLive, que tentou pela primeira vez na década de 2000, querendo até lançar um console próprio com o poder da nuvem, mas que não obteve sucesso. Depois disso, tivemos a Sony com o PlayStation Now, a Nvidia com o Shield e até mesmo a Samsung, com o Gamefly – que nós testamos e você pode conferir aqui.

A grande diferença entre o Utomik e os concorrentes é que existe uma combinação de streaming com o simples aluguel de jogos. Você pode jogar qualquer título a qualquer hora, pois no momento que você dá play, o jogo é transmitido para o seu computador ao mesmo tempo em que é baixado, adicionando arquivos necessários para a execução do game.

Em outras palavras, é algo muito similar ao que os consoles da nova geração permitem fazer enquanto o jogo é instalado no seu HD, mas de uma maneira mais dinâmica. Este serviço sabe exatamente quais arquivos mandar enquanto você joga para que a instalação seja sempre contínua e você não sinta nenhum gargalo ou pausa.

Basicamente, o streaming serve para facilitar a jogatina e não prender você a um grande tempo até que o game seja baixado e instalado no seu computador. No momento que você cansar de experimentar a obra, o serviço para de instalá-lo.

Uma alternativa mais barata

Há vantagens e desvantagens para esse modelo. O grande ponto positivo para a empresa é que ela não precisa investir em servidores e conexões de altíssima qualidade para transmitir e receber sinais da nuvem. Na outra ponta, o usuário conta com uma qualidade 100% igual ao de jogar em um console com disco ou em um PC que tenha o jogo instalado.

Isso é muito mais barato para o Utomik, como explica o próprio CEO, Doki Tops. Segundo o executivo, isso sai muito mais em conta do que investir em soluções baseadas em streaming, um fator determinante para que a assinatura mensal seja tão barata e conte com tantos games na biblioteca.

Em contrapartida, isso requer o que jogador tenha uma máquina com as configurações recomendadas para cada jogo do serviço, quebrando a ideia de ser acessível para todos. O Netflix, por exemplo, é executado em qualquer TV ou aparelho mobile. Já o Utomik não cuida do processamento e execução das aplicações, que fica por conta do usuário.

Você acha que o streaming de jogos é algo para se apostar no futuro? Comente no Fórum do TecMundo

Por enquanto, o serviço tem jogos como Darksiders, Overlord, Titan Quest, The Raven, Evoland II e muitos outros. No total, serão mais de 600 títulos no futuro. Sem dúvidas, é uma ideia promissora que ainda pode ser lapidada e se tornar muito forte no mercado. Até o momento, o Beta está disponível para os Estados Unidos, Canadá e outros 28 países, principalmente da Europa. Não há previsão se o Brasil entrará na lista futura.

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