Uma corte do Reino Unido decidiu que os motoristas da Uber têm vínculo empregatício com a empresa e devem passar a receber os mesmos direitos que outros trabalhadores, como salário mínimo e pagamento de hora extra.

A decisão foi tomada por causa de uma ação aberta por 19 motoristas contra a Uber. O resultado vai contra o discurso da empresa de que ela é apenas uma companhia de tecnologia que conecta motoristas aos passageiros, sem vínculos empregatícios.

O resultado pode obrigar a companhia americana a repensar totalmente seu modelo de negócios. 

Se confirmado, o resultado pode obrigar a companhia americana a repensar totalmente seu modelo de negócios. Para os juízes, a ideia de que todos os motoristas da Uber são pequenos empresários independentes é “ridícula”, já que eles são obrigados a aceitar os passageiros nos termos da Uber e não tem permissão para negociar diretamente com eles.

Em entrevista ao BuzzFeed News, Yaseen Aslam, um dos requerentes da ação, afirmou que ele e os outros motoristas só conseguiram levar o caso para frente por causa do sindicato GMB (Britain’s General Union), que garantiu os recursos financeiros necessários.

A Uber já afirmou que vai recorrer da decisão.

A Uber já afirmou que vai recorrer da decisão. Deve estar sendo uma semana complicada para a empresa, já que o resultado da ação foi divulgado apenas alguns dias antes de uma pesquisa afirmar que negros e mulheres têm mais dificuldade em utilizar o serviço.

Ainda não é possível saber se o mesmo resultado será visto em outros países, embora a Uber esteja respondendo à várias ações parecidas nos Estados Unidos. No entanto, a ação britânica certamente será usada como exemplo em outros casos pelo mundo.

Cupons de desconto TecMundo: