Em todas as cidades que a Uber começa as operações, é embaixo de porrada. Enquanto a treta já foi longe em São Paulo — e agora o prefeito Fernando Haddad (PT) fechou um novo acordo para regulamentar o app —, ela está apenas começando em Salvador, na Bahia. A Uber anunciou a chegada à cidade nesta semana, sendo o 10° município do Brasil a contar com o serviço.

Em Salvador, os usuários encontram a modalidade UberX por enquanto. Ela oferece carros mais compactos e não necessariamente "pretos de luxo". O valor inicial é de R$ 2,50 e mais R$ 1,21 por quilômetro rodado — com tarifa de R$ 0,20 o minuto. Além da cidade baiana, Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e, São Paulo, como já citado, possuem motoristas Uber.

O Uber pode ser baixado nos três principais sistemas operacionais de smartphones: Android, iOS e Windows Phone. O download é gratuito.

UberX chegou a Salvador com preços mais baratos

Muita treta

Além de o próprio prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), sinalizar que é contra a chegada da Uber na cidade, o Sindicato de Táxis disse o seguinte:

"Somos totalmente contrários, porque só prejudica a gente. Eles não pagam nenhum imposto. Já conversamos com a prefeitura, e o prefeito já garantiu que não vai liberar esse serviço. Os carros deles são melhores do que o nosso e, além disso, o preço cobrado por eles é inferior em 50%, o que nos prejudica. Por outro lado, não são vistoriados e os passageiros não têm nenhuma segurança", comentou Antônio Cruz Melo, diretor do sindicato.

Ao citar que o concorrente tem um serviço melhor e mais barato, a equação de livre mercado é lembrada

É interessante notar na fala de Melo que, ao citar que o concorrente tem um serviço melhor e mais barato, ele coloca na equação o livre mercado e o sistema em que vivemos. Normalmente, serviços melhores acabam sobrepujando serviços de baixa qualidade.

Contudo, qualidades e vontades da população deixadas de lado, Fábio Mota, secretário municipal de Mobilidade Urbana de Salvador disse o seguinte: "Estamos prontos para fazer o enfrentamento, tendo em vista que o Uber não é regulamentado e não passa por uma vistoria". Mota também alegou que a Uber oferece um serviço clandestino.

Taxistas confrontando um motorista Uber em SP

Por outro lado

Fabio Sabba é o diretor de comunicação da Uber. Em entrevista ao pessoal do G1, ele afirmou que o aplicativo não tem relação com os táxis, oferecendo uma modalidade totalmente diferente — por exemplo, sendo voltado para pessoas que têm carro, mas preferem, por diferentes motivos, utilizar o Uber.

"O Uber seria clandestino se fosse um tipo de serviço que faz a mesma coisa que um táxi faz. São serviços distintos. A gente tem um time de políticas públicas que conversa com todas as esferas de poder, tanto municipal, estadual, federal. Esse serviço é 100% legal, porque tem respaldo numa lei federal. Não se tem ainda uma regulação específica para o transporte individual privado, mas é como se fosse um motorista particular que você tem. O que o Uber faz é conectar esse motorista particular com o usuário por meio de tecnologia", disse Sabba.

Qual a sua opinião? O Uber deve existir porque é a vontade de usuários ou não deve existir porque "gera problemas" aos taxistas? Diga nos comentários.

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