De acordo com uma matéria publicada ontem (25) no site Re/code, desde o começo deste ano o Twitter estaria planejando a aquisição da plataforma de notícias Flipboard, criada por um dos antigos membros diretores da rede social de microblogging, Mike McCue.

O objetivo seria comprar todas as ações de mercado do Flipboard, companhia que valeria hoje mais de US$ 1 bilhão, segundo fontes anônimas que revelaram a existência das conversas entre as duas empresas. A negociação estaria sendo liderada por Anthony Noto, diretor financeiro do Twitter.

Caso se concretize, a compra vai adicionar aos quadros de funcionários da rede social uma equipe bastante experiente, incluindo o próprio McCue, que em apenas cinco anos conseguiu mais de US$ 160 milhões em investimentos das maiores empresas de capital do Vale do Silício.

Sem garantias

O motivo da aquisição seria a constante pressão de mercado para que a companhia do passarinho azul amplie a sua diversidade de produtos, assim como a sua base de usuários. É possível até que Mike McCue seja efetivado como CEO do Twitter no lugar de Dick Costolo, no cargo desde 2010. Costolo tem sido constantemente bombardeado pelos investidores nos últimos seis meses, sedentos por melhores resultados financeiros.

A compra buscaria aumentar rendimentos, graças à base instalada de 100 milhões de usuários do Flipboard, que atingiu esses números pelo fato de o aplicativo da revista digital ter vindo instalado de fábrica em diversos celulares produzidos pela Samsung no passado. Além disso, o conteúdo distribuído digitalmente pela plataforma de notícias serviria para bater de frente com o serviço “Artigos Instantâneos”, lançado recentemente pelo Facebook.

No entanto, mesmo que o acordo se concretize, isso ainda não significa que o Twitter teria um crescimento tão grande quanto o esperado. Isso porque é muito provável que grande parte da audiência do Flipboard já esteja entre os 302 milhões de usuários ativos da rede de microblogging. Além disso, uma vez que o acordo com a Samsung parece não estar mais em vigência, a taxa de crescimento de novas contas da revista digital diminuiu drasticamente.

Analistas acreditam também que, mesmo que seja um serviço excelente de leitura de notícias, ainda assim o Flipboard tem um apelo limitado junto ao público. Então resta ao Twitter, caso realmente compre a outra empresa, descobrir de que modo aumentar as vendas de publicidade nas duas plataformas.

Procurados pela reportagem da Re/code, representantes das duas companhias se recusaram a comentar o rumor.

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