Em uma entrevista concedida na última quinta-feira (9), o CEO do Twitter, Dick Costolo, revelou que alguns funcionários da empresa sofreram ameaças de morte por membros do grupo terrorista ISIS (Estado Islâmico do Iraque e Síria). Segundo o executivo, a companhia está empenhada em remover as contas ligadas à entidade, já que as mensagens divulgadas por ela violam os termos de uso do sistema de microblogs.

Durante a conferência Vanity Fair New Establishment Summit, Costolo afirmou que o ISIS estpa usando o sistema de forma muito eficiente para comunicar suas mensagens. Embora reconheça que o Twitter possa ser usado para propósitos bons, ele afirma que esse não é o caso e que há pessoas que vão “tentar usá-lo para propósitos nefastos”. Assim, a rede está removendo os perfis ligados ao grupo conforme eles surgem e são identificados.

“Isso vai contra nossos termos de serviços”, afirmou Costolo. “É contra a lei em vários países em que operamos que eles usem a ferramenta para promover sua organização. Quando eles fazem isso, encontramos essas contas e as fechamos, fazemos isso de maneira muito ativa”, complementa.

Resposta agressiva

“Depois de suspender essas contas regularmente, o que estivemos fazendo, algumas pessoas afiliadas à organização usaram o Twitter para declarar que seus empregados e sua gerência deveriam ser assassinados”, contou o CEO. “Isso é algo chocante para qualquer um lidar. Usamos muito tempo dentro da companhia discutindo isso”, explicou.

Assim como acontece em outras redes sociais, o serviço tem que lidar constantemente com a difícil tarefa de decidir se determinados discursos violam ou não a liberdade de expressão. “Sempre há um debate entre duas perspectivas diferentes quando falamos de um discurso”, disse Costolo. “Um grupo de usuários sente que isso não deve estar disponível na plataforma, enquanto outro diz ‘não, não, é muito importante que esse tipo de discurso esteja presente’”, finaliza.

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