Não existe anonimato real na Internet. Sempre que conectado, você fornece dados para provedores, servidores, redes e, possivelmente, para hackers também. No entanto, algumas medidas podem ser tomadas para assegurar uma navegação mais privada, protegendo suas informações contra roubos de dados e espionagens.

Confira quatro dicas para reforçar sua privacidade enquanto estiver visitando websites por aí: 

1) Conte com o Tor

Acrônimo para “The Onion Router”, o Tor é um programa que serve para proteger as informações dos usuários enquanto eles navegam na web. O software livre e de código aberto funciona como uma espécie de cebola (por isso o nome “Onion”, que significa cebola em inglês), conectando o usuário à Internet por meio de camadas.

Funciona mais ou menos assim: em vez de o usuário simplesmente se conectar de suas casas diretamente com o servidor que hospeda aquele site, com o Tor esse caminho é percorrido por meio de vários caminhos criptografados até alcançar o link a ser visitado. Um efeito colateral disso é a abertura do site um pouco mais lenta do que o normal - mas nada que prejudique sua navegação a ponto de não ser vantajoso.

2) Faça pesquisas com o Duckduckgo ou o Startpage

Quando pensamos em pesquisar qualquer coisa na Internet, imediatamente o nome Google vem à nossa mente. Isso porque a gigante das buscas se tornou praticamente sinônimo de procurar por informações na rede, mas existem buscadores paralelos que garantem a privacidade do usuário.

Um deles é o Duckduckgo, que não armazena dados pessoais do usuário, tampouco rastreia suas pesquisas para apresentar conteúdo publicitário. Outra opção é o Startpage, que traz resultados de pesquisa do Google, mas mantendo a privacidade de quem estiver navegando. Ele também não mostra anúncios e não filtra os resultados com base em suas pesquisas anteriores.

3) Navegue usando uma VPN

Outra opção de navegar na web preservando sua privacidade é utilizar uma rede virtual privada (VPN), que é uma rede paralela que conecta o usuário à Internet como se essa conexão passasse por um túnel criptografado. Com a VPN, a privacidade dos dados do usuário é mantida, impedindo que seu provedor tenha acesso ao que você faz enquanto estiver conectado.

No entanto, é importante ter em mente que serviços gratuitos de VPN coletam seus dados da mesma forma, podendo vendê-los a terceiros (como anunciantes, por exemplo). Para se assegurar de que essa conexão está sendo feita mesmo de maneira privada, melhor contar com as VPNs pagas.

4) Acesse as configurações de privacidade do Google

Além de fazer pesquisas pelo Google, você provavelmente usa vários (senão todos) outros serviços da gigante em seu dia a dia. Gmail, YouTube, Google Maps e Android são apenas alguns deles, e não é nenhuma novidade o fato de que a empresa coleta seus dados de navegação a cada clique.

Mas é possível proteger um pouco mais essas informações acessando as configurações de privacidade do Google - e isso pode ser feito visitando apenas uma página, a “My Account”. Nela, o usuário ao fazer seu  login consegue alterar configurações de segurança, privacidade e preferências de uso facilmente.

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