Na semana passada, foi anunciado que Joshua Brown morreu após sofrer um acidente com seu Tesla S no dia 7 de maio. A colisão aconteceu, entre outros motivos, porque o sistema semiautônomo do carro, o Autopilot, não identificou uma carreta que atravessou na frente do automóvel.

Agora, um segundo caso acaba de aparecer; porém, felizmente, não foi fatal. Um norte-americano, dono de uma SUV Model X, trafegava pela rodovia Pennsylvania Turnpike quando, depois de um tempo, o carro colidiu com as proteções laterais da estrada, atravessou todas as pistas e bateu em uma barreira de concreto antes de capotar.

Uma suspeita de que tudo havia sido provocado por um mau funcionamento no Autopilot surgiu de forma imediata – mesmo que a situação não fosse a mais adequada para o uso da tecnologia, já que se trata de um trecho estreito e cheio de divisórias que poderiam confundir o sistema.

Com isso, a NHTSA, o órgão responsável pela segurança nas estradas dos EUA, iniciou uma nova investigação – a outra, que já está rolando, é referente ao acidente citado no início da matéria e também está tentando confirmar se a causa foi de fato uma falha no sistema semiautônomo ou falta de atenção do condutor.

A Tesla, por sua vez, já emitiu um comunicado a respeito, defendendo que não há qualquer indício de que o Autopilot estava ligado no momento do acidente, já que, quando eles acontecem, a empresa imediatamente recebe um alerta, enviado pelo próprio veículo e contendo informações a respeito da colisão, que permite que a montadora entre em contato com o condutor para garantir que está tudo certo.

"Conspiração anti-Tesla"

Quem não está nada feliz com a repercussão dos acidentes é Elon Musk, o CEO da Tesla. Isso porque a Fortune publicou recentemente um artigo dizendo que a empresa segurou a informação da morte de Joshua Brown de forma intencional para não afetar a oferta pública de ações da companhia.

O problema foi que a Fortune se apoiou em uma declaração do executivo, que afirmou que a Tesla não teria motivo para postergar o anúncio do acidente, uma vez que ele "não foi material para a companhia", já que ela não perdeu valor de mercado depois que a situação foi reportada.

Musk sugeriu, através de seu Twitter, que o texto é parte de uma conspiração anti-Tesla e que pessoas da mídia estariam lucrando para promover esse tipo de conteúdo. Um comunicado oficial da Tesla chega a acusar um jornalista diretamente por tentar afetar os preços das ações da empresa.

Em um dos tweets, inclusive, o executivo mostra uma matéria do site Electrek, afirmando que a matéria foi patrocinada. O que foi sugerido, na realidade, é que a matéria da Fortune foi paga por alguém.

Conspiração ou não, tudo indica que a Tesla – e Musk, claro – vai ter que se preparar para enfrentar tempos "interessantes" que vêm por aí.

Cupons de desconto TecMundo: