Se você conhece a série "The Wire" da HBO, deve saber que a trama mostra vários detalhes técnicos sobre como as polícias norte-americanas investigam e espionam criminosos por meio de grampos em telefones, computadores etc. Acontece que a série estava sendo autêntica demais, e as autoridades pediram para a produção maneirar na mão quanto a alguns detalhes.

David Simon, o responsável pela série, disse que conversou com as autoridades e concordou em não detalhar coisas que poderiam comprometer o trabalho de investigação/espionagem da polícia.

Existem formas de comunicação que podem passar completamente despercebidas e nunca serem rastreadas por qualquer método atual, e a série pretendia mostrar isso. Depois do pedido da polícia, eles voltaram atrás. "Em alguns pontos, as autoridades nos pediram para não revelar certas vulnerabilidades em nossa trama”, disse Simon ao The Baltimore Sun.

Triggerfish

Em 2004, na terceira temporada da série, uma tecnologia chamada Triggerfish foi mostrada em The Wire em que os policiais invadiam uma torre de celular e mandavam um alerta que fazia o celular do suspeito tocar. Depois disso, a polícia da cidade de Baltimore, nos EUA, teve que arranjar outra técnica para rastrear suspeitos.

Ao que tudo indica, as autoridades dessa localidade estão usando outro método similar a esse que consegue identificar a localização aproximada de um celular mesmo sem GPS. Por conta dessa substituição, Simon resolveu quebrar o silêncio sobre esse pedido e comentou ao jornal sobre o ocorrido.

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