O Android não é mais um sistema operacional (SO), mas sim um “sistema inteligente”. Ao menos essa é a nova proposta do Google, revelada nesta terça-feira (12) em um evento especial que trouxe mais detalhes do novo Android 17. Quem lidera essa mudança no software é o Gemini Intelligence, uma das principais apostas da empresa.
Durante uma apresentação à imprensa antes do The Android Show, Dieter Bohn, Diretor de Operações de Produto do Google, relembrou o evento Galaxy Unpacked, da Samsung, em fevereiro. As duas empresas são parceiras há anos e desenvolvem em conjunto diversas ferramentas e algumas dessas novas chegarão primeiro em dispositivos Galaxy, além dos Google Pixel.
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Segundo Bohn, o Google vem desde então “transformando o Android de um sistema operacional para um sistema inteligente que aprende e trabalha para você”. Nas palavras do executivo, “um sistema inteligente e os agentes [de inteligência artificial] que ele capacita devem simplesmente realizar as tarefas para você”.
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A peça central do novo Android 17 é a IA do Google e a proatividade do sistema. É por isso que o Gemini parece ter ainda mais destaque. “Essa é a maior e mais empolgante atualização do Android” até hoje, reforçou Bohn.
O que faz o novo Android 17 ser tão inteligente?
O Gemini Intelligence é um novo “conjunto de IA” do Google que vai chegar também em outros softwares da empresa, como no Android Auto e no Googlebook. A ideia é que o sistema seja capaz de otimizar até tarefas rotineiras e antecipe algumas ações para o usuário. Vale notar que essas ferramentas chegam primeiro no Galaxy S26 e no Pixel 10.
- Segundo o Google, o Gemini Intelligence vai “automatizar tarefas tediosas” para que você possa “focar no que importa”. Ele vai funcionar até mesmo em apps de transporte e comida;
- A ideia é que ele possa usar os aplicativos como se fosse você, interagindo de uma forma mais natural ao navegar pelas páginas;
- Ele poderá pegar uma lista aleatória de itens que você quer comprar no mercado, por exemplo, e colocá-los no seu carrinho em algum app de compras;
- Ou então reservar aulas, encontrar um plano de estudos e selecionar os livros que você precisará comprar;
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- Como exemplo, o Google utiliza um folheto de viagem que você pode encontrar em um hotel. O celular conseguirá, segundo a empresa, ver a foto desse folheto e encontrar um tour específico no app da Expedia;
- De acordo com a companhia, “o Gemini só age sob seu comando e para no momento em que a tarefa é concluída”, restando apenas a confirmação do usuário;
- “A partir do final de junho”, cita o Google, os dispositivos compatíveis ganharão esse tipo de integração do Gemini também no Chrome. Ele poderá “pesquisar, resumir e comparar conteúdos em toda a internet”;
- Na prática, o Gemini no Chrome para Android será baseado em uma “navegação automática” capaz até de agendar consultas ou agendar coisas;
- Também no Chrome, você poderá pedir para o Gemini gerar um infográfico (utilizando o Nano Banana) que explique a matéria ou página que está lendo.
A empresa também garante que o Gemini Intelligence será capaz de preencher formulários com mais precisão e facilidade. Ele poderá acessar “informações relevantes de seus aplicativos conectados” para preencher as informações. Essa função, reforça a companhia, será totalmente opcional.
Outra novidade bem-vinda chega ao Gboard, teclado do Google. Ele será mais preciso e vai acompanhar a fala do usuário de uma maneira mais natural, sem incluir aquelas “hums” ou “tipo” que usamos na fala. Eles chamam essa novidade de “Rambler”, também é baseado no Gemini e promete transcrever tudo com mais precisão sem armazenar ou salvar os áudios. A função ainda consegue combinar idiomas em uma única mensagem, algo que as pessoas podem fazer naturalmente.
Quais os novos recursos do Android 17?
De acordo com o Google, o visual geral do Android 17 segue baseado no Material 3 Expressive, anunciado no ano passado e disponibilizado no Android 16. As principais mudanças da interface ficam por conta do Gemini, que ganha mais espaço nos celulares.
A nova atualização também inclui “o primeiro passo na interface de usuário generativa”, permitindo que você “crie” novos itens para o visual do celular. Não é como se o próprio usuário pudesse determinar como será o tema ou visual geral do sistema, mas o Android 17 terá um gerador de widgets baseado em IA.
Com o recurso “Create My Widget”, você poderá escrever um prompt de um novo widget que quer adicionar à tela inicial. É só acessar a área tradicional dos widgets, selecionar o novo botão de “Criar” e digitar a sua ideia. Pode ser algo focado no clima, timers ou lembretes, uma lista de filmes que você precisa ver antes do Oscar e afins.
Há, também, uma série de outras novidades:
- Melhorias para o Split Screen (tela dividida) ao usar mais de um app ao mesmo tempo;
- Mais controle de permissões à localização do usuário;
- Bolhas de aplicativos (janelas flutuantes) como atalhos mais práticos, algo similar ao que já existe;
- Usar capturas de tela ou gravações de tela para fazer vídeos de reações direto do celular;
- Publicar no Instagram com Ultra HDR, estabilização de vídeos direto do aplicativo e fotos noturnas melhores;
- O Google e o Instagram disponibilizam novas ferramentas de edição, como para melhorar a qualidade das imagens ou a separação das faixas de áudio para reduzir músicas e ruídos e colocar mais ganho nas vozes;
- Todos os mais de quatro mil emojis do Android também foram repaginados com um visual mais “realista” e menos cartunesco;
- Melhorias nas atividades ao vivo dos aplicativos;
- Registrar um dispositivo conectado à sua conta como perdido;
- Suporte melhorado para controles de videogames;
- Novas páginas de contato.
O Android 17 ainda inclui um novo modo interessante que quer evitar o “doom scroll”. O “Pause Point” vai exibir as suas fotos favoritas, mostrar um exercício de respiração ou só lembrar que existe um mundo além do aplicativo que está tomando a atenção do usuário por muito tempo. É uma etapa extra além do “Bem-estar digital”.
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