A tela de 84 polegadas é capaz de suportar a resolução. (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Depois do Full HD e do 3D, esqueça as transmissões em 4K: a rede japonesa NHK decidiu dar um salto à frente e testar transmissões e gravações em uma resolução 8K, de 7680×4320 pixels (o dobro da concorrente, como o próprio nome sugere). Também chamada de Ultra High Definition TV (UHDTV), essa tecnologia impressiona só pelos números: cada frame de imagem conta com 33 milhões de pixels.

Mas esses avanços trazem também problemas: como fazer com que essas imagens cheguem aos receptores, como aparelhos de TV? Por enquanto pequenas transmissões via redes de fibra óptica ou pela internet conseguiram enviar conteúdos de curta duração – e é fácil saber o motivo de tantas dificuldades.

Pixels que não acabam mais

Considerando que as transmissões podem ser feitas em até 120 frames por segundo, clipes nessa resolução podem gerar um tráfego de até 48 Gbps. Comprimido ao máximo, ele pode cair para 500 Mbps (cinco vezes mais que um sinal Full HD), que é uma velocidade até alcançada por alguns cabos Wi-Fi. O problema é que eles medem poucos metros, enquanto são necessários quilômetros quando o assunto é televisão.

O equipamento de gravação em 8K. (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

O que a NHK usa é um sistema chamado OFDM (orthogonal frequency-division multiplexing), que consiste em enviar o conteúdo a partir de múltiplos sinais em várias frequências diferentes. Uma série de antenas também são utilizadas, em conjunto com sinais UHF de 8 MHz. Juntando todo esse equipamento, que já é usado separadamente em sistemas como internet banda larga e TV digital, é possível transmitir uma vastidão de dados por pequenos canais.

Por fim, a questão da distância é resolvida pelo sinal em canais UHF. Apesar de menos potente que um Wi-Fi, por exemplo, essa tecnologia é capaz de enviar conteúdos através de obstáculos como prédios, por exemplo, sem a necessidade da internet. Basta regular a frequência e o poder de transmissão para que o sinal vá ainda mais longe.

Outro obstáculo está no equipamento, que é bem mais caro e complexo dos que filmadoras convencionais. Em seguida, é preciso se preocupar com o consumidor: fora um protótipo exibido na CES 2012, não há displays que suportem totalmente a qualidade dessa resolução, sendo inútil enviar imagens tão carregadas de detalhes para qualquer TV por aí, mesmo no Japão.

Fonte: ExtremeTech

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