O conceito do eSIM (também chamado de SIM virtual) para dispositivos móveis já existe há algum tempo, porém ainda é considerado novo, já que nem a própria terminologia do item está completamente definida. Já falamos um pouco sobre ele no TecMundo, como você pode lembrar aqui.

A ideia por trás do eSIM é trazer um chip que esteja dentro do próprio hardware do dispositivo em vez de ser um cartão removível.

Isso permite que as pessoas não fiquem presas aos planos de operadoras específicas, com chips que podem se adaptar independentemente do tipo de aparelho. O conceito em longo prazo é criar um padrão de eSIM na indústria como um todo, trazendo economia de custos, maior segurança aos consumidores e conveniência na hora da portabilidade.

O início já começou

O eSIM realmente pode estar próximo da concretização, já que tanto a Apple como a Samsung firmaram parcerias com a GSMA (a associação de indústrias que representa operadoras de telefonia móvel em todo o mundo) para trazer o tal chip à realidade. A Apple já começou esse movimento ao lançar no ano passado iPads com o chamado “Apple SIM”, embutido nos próprios tablets.

Além disso, modelos do iPhone 6/6s desprovidos de chip SIM começaram a ser comercializados, indicando que a indústria pode estar próxima de um padrão SIM para multioperadoras. Embora seja bem provável que as operadoras apresentem resistência ao novo chip, o fato é que as próprias fabricantes têm obtido maior poder de barganha do mercado, já que os consumidores não precisam mais comprar os seus telefones diretamente das operadoras.

As pessoas estão cansadas de ficar presas aos contratos, ao passo que as fabricantes também estão insatisfeitas de enfrentar as barreiras de mercado que restringem os seus aparelhos, impedindo-os de atingirem escalas globais – e o eSIM pode ser a solução para ambos. Até o momento, os chips SIMs não podem ser implementados em todo o mundo se as especificações estritas das operadoras não são cumpridas.

Por isso, o eSIM é tão interessante. Entre as vantagens, podemos citar o fato de que os aparelhos ficariam possivelmente mais finos, já que não há necessidade de espaço físico para o chip. Além disso, os consumidores poderiam mudar de operadora sem restrições, de acordo com a que fosse mais adequada para as suas necessidades do momento.

Outro ponto positivo, é que o mesmo aparelho pode ter mais de dois números, algo especialmente interessante para empresas e organizações, que não teriam de comprar múltiplos dispositivos. Quem viaja ao exterior, não precisaria adquirir um novo SIM enquanto estivesse fora do país, já que o eSIM oferece um processo de ativação mais simples e rápido – e cobranças de roaming também seriam evitadas.

Por último, há a vantagem da segurança. Como os chips eSIM não são físicos, eles não podem ser roubados. Para organizações, os eSIM também armazenariam informações privadas, que poderiam ser utilizadas para autenticar redes de celular. Com todos esses benefícios e vantagens, talvez seja só questão de tempo até que os chips virtuais se tornem realidade em larga escala - parece que os chips tradicionais estão perto do fim. 

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